Bloomberg — As perspectivas econômicas para o Brasil no próximo ano provavelmente não são fortes o suficiente para levar o presidente Jair Bolsonaro a um segundo mandato, segundo o Eurasia Group.
Chris Garman, diretor-gerente da consultoria Eurasia, diz que as eleições presidenciais de 2022 no Brasil “dependem totalmente” da economia, que foi arrastada para uma recessão devido à alta inflação e maiores custos de empréstimos.
“Não calculo que as projeções econômicas tenham uma recuperação suficientemente robusta e consistente a ponto de favorecer Bolsonaro nas pesquisas”, disse Garman em um webinar organizado pelo Brazil-Florida Business Council.
A popularidade de Bolsonaro despencou este ano, enquanto os brasileiros culpam o presidente pelas 600.000 mortes causadas pela Covid e pela recessão econômica do país. Para garantir uma vitória contra seu provável rival, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Garman diz que o titular provavelmente precisaria de índices de aprovação acima de 40%.
Na terça-feira (14), uma pesquisa do Ipec mostrou que Lula capturou 48% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro teve 21%.
Veja mais em bloomberg.com
Leia também
- Doria aposta na economia para ganhar espaço na corrida eleitoral
- Quem é mais prejudicado pela inflação, os pobres ou os ricos?
- Veja as mulheres brasileiras na lista dos 100 Empreendedores de 2021
© 2021 Bloomberg L.P.








