Petrobras vai investir mais: US$ 68 bi até 2026

Também no Breakfast: Em sessão atípica por feriado nos EUA, mercados iniciam jornada com alta

Tempo de leitura: 3 minutos

Bom dia! Hoje é 25 de novembro de 2021 e este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias do dia

A Petrobras ampliou seu plano de investimentos para US$ 68 bilhões entre 2022 e 2026. O volume supera o plano estratégico anterior, divulgado no ano passado, que previa aportes da ordem de US$ 55 bilhões no período entre 2021 e 2025.

A empresa também prevê desinvestimentos, com venda de ativos não-estratégicos, de US$ 15 bilhões a US$ 25 bilhões até 2026.

  • Em seu novo plano estratégico, a Petrobras vai destinar 84% dos recursos para exploração e produção de petróleo e gás natural. A maior parte desse montante - US$ 57 bilhões ou 67% do total - será investida no desenvolvimento de ativos do pré-sal.
  • Em 2022, a empresa planeja investir US$ 11 bilhões. A previsão é de investimentos de US$ 15 bilhões até 2023, sendo que em 2026 o montante sobe para US$ 16 bilhões.

Na trilha dos Mercados

Sem as bolsas norte-americanas e os negócios de renda fixa como referência, que hoje fecham pelo feriado de Ação de Graças, a jornada tem tudo para ser tranquila nos mercados internacionais.

O mercado financeiro à vista nos Estados Unidos não funciona hoje e amanhã opera em meia sessão pelo Black Friday. Mas há alguma negociação no mercado futuro de índices, cujos contratos exibem alta. Na Europa, as bolsas também sobem.

Política monetária em foco

As investidas de política monetária recuperam protagonismo. Depois dos Estados Unidos, hoje é a vez de o Banco Central Europeu (BCE) apresentar a ata de sua última reunião. 🆙 Além disso, a Coreia do Sul seguiu os passos da Nova Zelândia no aumento dos juros para conter a inflação. A autoridade monetária asiática elevou os juros em 25 pontos base, para 1%. As perspectivas para a inflação do país foram revisadas de 2% para 2,3% em 2022.

🏦 E já que o tema são bancos centrais, ontem, além de uma bateria de importantes dados macroeconômicos nos EUA, o mercado conheceu a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que indicou estar pronto para reduzir antes do previsto o seu programa de compra de títulos.

- Em sua ata, referente à reunião no começo de novembro, o Fed relata que “vários participantes observaram que o Comitê deve estar preparado para ajustar o ritmo de compras de ativos e elevar a meta para a taxa dos Fed funds mais cedo do que os participantes atualmente antecipam se a inflação continuar subindo”. - Desde a reunião, os dados de inflação pioraram, enquanto a economia deu mostras de que segue firme no caminho da recuperação. Dados do Departamento de Comércio de outubro publicados ontem mostraram que os preços subiram 5% em relação ao ano passado, marcando a maior taxa de inflação desde 1990.

Ontem, depois de operarem a maior parte do dia no negativo, vigilantes à escalada da inflação e dos surtos de Covid-19 na Europa, a maioria bolsas mundiais conseguiu fechar em alta. No fechamento, o norte-americano S&P 500 terminou com ganho de 0,23% e o europeu STOXX 600 subiu 0,09%.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados

No radar

No Brasil:

  • Transações Correntes (USD) e Investimento Estrangeiro Direto (7h00)
  • Reunião do CMN (9h00)
  • IPCA-15 (10h00)

No exterior:

  • Ata da reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) em outubro
  • Pronunciamento da presidente do BCE, Christine Lagarde
  • Índice GfK de confiança do consumidor alemão (dezembro)
  • Decisão de política monetária do Banco da Coreia, hoje (25)
  • Dia de Ação de Graças nos EUA: hoje os mercados à vista de renda variável e de renda fixa no país estarão fechados

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