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Saúde

Máscaras reduzem risco de contrair Covid pela metade, diz estudo

“É provável que lavar as mãos seja um marcador para vários comportamentos de proteção, como evitar multidões, distanciar-se e usar máscara”, disseram os pesquisadores

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Bloomberg — Enquanto a Covid-19 volta a avançar na Europa, um estudo destaca que medidas simples como uso de máscaras e lavar as mãos ajudam a evitar a doença.

Usar máscara reduz em mais da metade o risco de contrair Covid, segundo uma revisão de oito estudos publicados no British Medical Journal. Lavar as mãos também. Já o distanciamento físico reduz o risco em cerca de 25%.

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Os dados são revelados em meio a evidências de que as campanhas de vacinação não foram suficientes para prevenir outra onda de Covid com o clima mais frio e pessoas dentro de casa, o que leva nações como Áustria e Países Baixos a retomarem as restrições.

“É provável que um maior controle da pandemia de Covid-19 dependa não apenas da alta cobertura de vacinação e sua eficácia, mas também da adesão contínua a medidas de saúde pública eficazes e sustentáveis”, disseram autores como Stella Talic, principal pesquisadora do estudo e epidemiologista na Universidade Monash, em Melbourne, segundo a revista médica.

Os cientistas tiveram dificuldade para avaliar as medidas de saúde pública e disseram que não puderam analisar outras ações, como quarentenas, lockdowns e fechamento de escolas, porque os estudos eram muito díspares. A equipe pediu mais pesquisas e destacou que suas descobertas são limitadas pela falta de dados confiáveis e comparáveis.

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Um editorial também publicado no BMJ disse que o financiamento de medidas de saúde pública representa apenas 4% da pesquisa global de Covid.

“Considerando a importância central de saúde pública e medidas sociais para o controle da pandemia, as incertezas e controvérsias em torno de seus efeitos e o imenso esforço de pesquisa sendo feito para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos, essa falta de investimento em medidas de saúde pública é intrigante”, disse Paul Glasziou, diretor do Instituto para Saúde com base em Evidências da Universidade Bond, na Austrália, em editorial com cientistas do Reino Unido e da Noruega.

Glasziou e colegas também buscaram explicar os dados dos pesquisadores sobre a lavagem das mãos, uma conclusão surpreendente, considerando que a transmissão do coronavírus ocorre principalmente por via aérea. Os resultados podem refletir como as pessoas que lavam as mãos com frequência também tendem a tomar outras medidas.

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“É provável que lavar as mãos seja um marcador para vários comportamentos de proteção, como evitar multidões, distanciar-se e usar máscara”, disseram.

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