São Paulo — O Ibovespa oscila na primeira hora do pregão desta quinta-feira (14), dividido entre o viés de alta - favorecido pelo exterior no azul e o avanço dos papéis da Petrobras - e o recuo nos papéis de bancos, que também têm grande peso no índice.
Nos Estados Unidos, os índices avançam à medida que os balanços e os relatórios econômicos melhores do que os estimados ofuscaram a preocupação de que as pressões inflacionárias e os problemas da cadeia de suprimentos pesariam sobre o crescimento.
- Perto das 10h50, o Ibovespa rondava a estabilidade, aos 113.432 pontos
- Papéis da Petrobras (PETR4 e PETR3) eram destaques de alta, assim como Vale (VALE3), em dia de avanço de commodities metálicas, enquanto Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) faziam pressão contrária
- O dólar caía 0,34%, a R$ 5,511, enquanto a curva de juros apresentava desempenho misto. O DI para janeiro próximo subia de 7,306% para 7,328%, e o vencimento para janeiro de 2027 caía de 10,430% para 10,420%
- Nos EUA, o Dow Jones subia 1,0%, o S&P 500, 1,03% e o Nasdaq, 1,21%
Contexto
A principal ação da Petrobras superou a barreira psicológica dos R$ 30 na abertura dos negócios da B3 desta quinta-feira (14), o que não acontecia desde janeiro deste ano. O papel PN (PETR4) atingiu uma cotação máxima de R$ 30,22, alta de 1,99%, em meio à volta do debate sobre a privatização da estatal em Brasília e às apostas na redução de sua dívida com a venda de ativos em negociações com consórcios privados.
Na manhã de hoje, o presidente Jair Bolsonaro voltou a tocar no assunto, durante entrevista a uma rádio evangélica de Recife (PE). “É muito fácil: aumentou a gasolina, culpa do Bolsonaro. Já tenho vontade de privatizar a Petrobras. Tenho vontade. Vou ver com a equipe econômica o que a gente pode fazer. Não posso controlar, melhor direcionar o preço, mas, quando aumenta, a culpa é minha apesar de ter zerado imposto federal”, disse ele, segundo agências.
Lá fora, os balanços de bancos melhores que o esperado favoreciam o avanço dos índices. O bom humor também é impulsionado pelo recuo nos pedidos de seguro-desemprego americanos, que recuaram ao menor nível desde março de 2020.









