Ibovespa reflete tensões domésticas e mantém queda, descolado do exterior

O dólar oscila ante o real ao longo do pregão, mas apresenta movimento mais alinhado ao mercado internacional, que tem sessão sem grandes surpresas

No exterior, as bolsas ainda refletem certo otimismo na esteira das falas de Jerome Powell, presidente do banco central americano, na última sexta-feira
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São Paulo — Enquanto dois dos principais índices acionários americanos renovam recordes ao longo da sessão, o Ibovespa caminha para o lado oposto e mantém o recuo visto pela manhã. Os investidores seguem monitorando as tensões domésticas como prioridade, desde as farpas trocadas entre os Poderes até as preocupações quanto à crise energética.

No exterior, as bolsas ainda refletem certo otimismo na esteira das falas de Jerome Powell, presidente do banco central americano, na última sexta-feira (27). Os índices europeus fecharam no azul, e os americanos Nasdaq e S&P 500 têm novas máximas com impulso maior das ações tecnológicas.

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O mercado agora

  • Perto das 15h05, o Ibovespa caía 0,84%, a 119.660 pontos
  • Entre os destaques da bolsa, as ações da Vale (VALE3) recuam 0,25% e as da Petrobras (PETR3), 1,2%; entre as altas estão Pão de Açúcar (PCAR3), de 0,55%; e Lojas Americanas (LAME4), de 2,35%
  • O dólar recuava 0,19%, a R$ 5,19
  • A curva de juros tem desempenho misto. O DI com vencimento para janeiro próximo recua 1,5 ponto base, a 6,745%, enquanto o juro para janeiro de 2027 avança 3 pontos-base, para 9,740%
  • Nos Estados Unidos, o Nasdaq sobe 0,99% e o S&P 500, 0,58%, após alcançarem novos recordes intradiários; o Dow Jones opera em estabilidade

Os investidores elevam as preocupações com as tensões políticas domésticas à medida que se aproxima o feriado da Independência, de 7 de setembro, que tem manifestações já agendadas para diversas cidades. No fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro voltou a disparar alfinetadas ao sistema eleitoral brasileiro, e disse que as eleições presidenciais do ano que vem só podem ter um de três resultados: ele ganhar nas urnas, ser preso ou morto.

“Temos um presidente que não quer nem provoca rupturas, mas tudo tem um limite na nossa vida”, disse Bolsonaro. “Não podemos continuar a viver com isso.”

Veja mais: Agosto termina com IGP-M e desemprego; setembro começa com PIB, balança e produção industrial

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Os importantes dados que são esperados ao longo da semana também pautam o sentimento dos mercados hoje, incluindo a Pnad Contínua do trimestre fechado em junho, contendo dados de desemprego no período, além do PIB do segundo trimestre na quarta-feira.

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