Internacional

Um dos últimos políticos independentes de Hong Kong é destituído

Comitê criado com intuito de vetar candidatos a cargos públicos considerados inadequados proferiu a decisão a Cheng Ghung-tai

Cheng Chung-tai foi destituído imediatamente por não “manter genuinamente” a Lei Básica de Hong Kong
Por Felix Tam e Kari Lindberg
27 de Agosto, 2021 | 01:20 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Um dos últimos membros independentes do poder legislativo de Hong Kong perdeu o cargo após um comitê de veto de candidatos afirmar que ele não manteve a antiga miniconstituição da colônia britânica, de acordo com a segunda maior autoridade da cidade.

O membro do Conselho Legislativo Cheng Chung-tai está sendo destituído imediatamente por não “manter genuinamente” a Lei Básica de Hong Kong, disse o Secretário-Chefe John Lee em um briefing à imprensa na quinta-feira (26). Cheng também está impedido de concorrer às eleições de Hong Kong por cinco anos, acrescentou Lee.

Lee afirmou que um painel recém-criado para vetar candidatos a cargos públicos o considerou inadequado para fazer parte de um comitê de 1.500 pessoas responsáveis por eleger o líder da cidade. O comitê aprovou 1.496 pessoas e rejeitou outras duas, incluindo Cheng, que era um dos últimos dois membros independentes remanescentes da câmara depois de a maioria da oposição pró-democracia de Hong Kong pedir demissão no ano passado.

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“Acabei de receber uma notificação do comitê de vetos eleitorais alegando que minhas qualificações são inválidas e estou imediatamente destituído para ser membro do Conselho legislativo”, escreveu Cheng em uma publicação no Facebook na quinta-feira.

No fim de maio, o poder legislativo de Hong Kong aprovou uma ampla revisão das eleições da cidade, elaborada por Pequim – uma decisão que restringiu drasticamente a capacidade da oposição de participar do governo. A decisão criou o painel para vetar candidatos a cargos eletivos e garantir que sejam patrióticos o suficiente perante a China.

Todos os candidatos também devem ser aprovados por autoridades de segurança nacional da força policial de Hong Kong para que estas determinem se são confiáveis para manter as leis locais e “respeitar” o Partido Comunista que governa a China.

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