Bolsa, dólar e juros recuam com ata do Copom, IPCA e tensões políticas no radar

Investidores monitoram Brasília e discussões sobre questões fiscais; no exterior pacote de infraestrutura anima Wall Street

Questões domésticas sobrepõem cena externa nas negociações
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São Paulo — O Ibovespa e o dólar operam em queda na tarde desta terça-feira (10), com os investidores avaliando o IPCA, a ata do Copom e atentos à cena política. Pela manhã, o Banco Central reforçou a mensagem de aperto monetário na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que elevou os juros Selic de 4,25% para 5,25% na semana passada e contratou uma nova alta da mesma magnitude para setembro. Já o IPCA de julho veio a 0,96%, a maior taxa para este mês em 19 anos e pouco acima da mediana do consenso Bloomberg. Tais fatores acabaram pressionando o câmbio e as taxas do DI.

Na bolsa, os movimentos foram oscilantes desde a abertura, com o mercado contrabalanceando os resultados do segundo trimestre das companhias e os ruídos de Brasília. As preocupações fiscais, como o futuro das despesas com os precatórios e o aumento do gasto do governo com o Bolsa Família, ainda estão entre os principais drivers da semana.

Enquanto isso, no exterior, as bolsas de Nova York seguem caminhos mistos, com ganhos nas companhias de infraestrutura após a aprovação do pacote para o setor pelo Senado, e as da Europa fecharam em alta.

  • Câmbio: Perto das 15h30, o dólar operava em queda de 0,59%, a R$ 5,2036
  • Bolsa: O Ibovespa caía 0,48%, a 122.438 pontos. Lideravam as altas percentuais as ações da PetroRio (PRIO3), Embraer (EMBR3) e Gerdau (GGBR4). As ações da Iguatemi (IGTA3), Eneva (ENEV3) e Lojas Americanas (LAME4) eram destaques negativos
  • Destaques da bolsa: O BTG Pactual (BPAC11) reportou receitas de R$ 3,77 bilhões no 2º trimestre, batendo as expectativas dos analistas (R$ 3,05 bi). O lucro do banco também bateu estimativas, alimentado por resultados mais fortes na área de banco de investimentos, vendas e wealth management
  • Juros: As taxas dos DIs curtos e longos recuam após forte oscilação ao longo do dia. A taxa para janeiro de 2022 passava de 6,52% para 6,515%, enquanto as para janeiro de 2025 recuavam de 9,12% para 9,06%. A taxa para janeiro de 2027 cedia de 9,51% para 9,46%.
  • Exterior: Em Nova York, o Dow Jones subia 0,42%, o S&P500 tinha alta de 0,07% e o Nasdaq recuava 0,59%
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