Cerimônia de abertura das Olimpíadas marca o início dos Jogos sem público

Com atraso de um ano, Jogos Olímpicos de Tóquio estão marcados por polêmicas

Com as arquibancadas praticamente vazias, as Olimpíadas de Tóquio foram iniciadas com atraso de um ano
Por Yuko Takeo - Yuki Furukawa
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Bloomberg — A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos ocorreu nesta sexta em Tóquio, marcando oficialmente o início dos jogos de verão postergados e repletos de escândalos.

O evento que mostrou a cultura japonesa foi realizado em um estádio nacional praticamente vazio após decisão de banir espectadores devido à pandemia. Cerca de 950 pessoas estavam nas arquibancadas, incluindo a primeira-dama dos EUA Jill Biden, o presidente da França Emmanuel Macron e o imperador japonês.

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O início dos Jogos ocorreu após diversos problemas, incluindo várias de pessoas de alto escalão. O rápido aumento dos casos de Covid em Tóquio afetou ainda mais o sentimento do público.

A cerimônia começou com formas geométricas, desenhadas com giz em um quadro negro, em movimento. Os dançarinos utilizaram uma rede complexa de fios vermelhos para expressar o conflito emocional, a ansiedade e a angústia dos atletas que treinaram durante a pandemia. Ex-atletas usando máscaras, incluindo o medalhista de ouro das Olimpíadas de 2000, Naoko Takahashi, levaram a bandeira do Japão para dentro do estádio.

Mais de 200 países e grupos participaram do desfile dos atletas, acompanhado por versões orquestrais das melodias de videogames. A cerimônia, que durou três horas e meia, tinha originalmente 30 minutos a menos. O excedente ocorreu devido à necessidade de isolamento social entre os atletas, segundo a mídia local.

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Os organizadores relataram um recorde de novas infecções diárias por Covid atreladas aos Jogos, incluindo três atletas, em um total de 110. Um dos atletas infectados estava residindo na vila olímpica.

Não foi apenas a pandemia que trouxe revoluções às vésperas do evento. O diretor da cerimônia, Kentaro Kobayashi, foi demitido na quinta-feira, após o surgimento de um vídeo de mais de dez anos atrás que o mostrava fazendo piadas sobre o Holocausto. Um compositor cuja música deveria ser utilizada também renunciou após o surgimento de entrevistas nas quais ele comentava sobre atormentar colegas de sala com deficiência na escola.

Muitos líderes das indústrias japonesas não compareceram, incluindo o presidente da Toyota, Akio Toyoda, e o diretor-presidente da Panasonic, Yuki Kusumi. Com a crítica do público quanto à realização dos jogos em meio a uma pandemia global, diversas empresas se ausentaram da cerimônia, que normalmente é um momento fundamental para os patrocinadores.

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