Acordo da Opep+ muda foco de investidores para demanda global de petróleo

Países produtores planejam aumentar a oferta em 400 mil barris por dia mensalmente a partir de agosto até que toda a produção retirada do mercado seja reativada

Opep+ tenta ajusta produção a demanda nos próximos meses
Por Bloomberg News
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Opep tenta adequar condições de produção à demanda por petróloe

(Bloomberg) A Opep+ conseguiu resolver uma disputa interna e agora planeja aumentar a oferta em 400 mil barris por dia mensalmente a partir de agosto até que toda a produção retirada do mercado seja reativada. O acordo foi impulsionado pelos Emirados Árabes Unidos, que buscavam melhores termos de produção.

Em entrevista à Bloomberg TV, Ed Morse, chefe global de pesquisa de commodities do Citigroup, disse que o mercado está muito apertado e que um aumento de oferta de 400 mil barris por dia terá pouco impacto. A demanda está significativamente mais alta, apesar do avanço da pandemia de Covid-19 em alguns países, e os preços do petróleo devem subir muito mais quando o verão no hemisfério norte terminar, disse.

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Para Vandana Hari, fundadora da Vanda Insights em Singapura, o acordo prova que a Opep+ não está apenas intacta, mas também disposta a administrar a reposição da produção de forma gradual para evitar o risco de excesso de oferta. O não cumprimento das cotas deve continuar sendo um obstáculo para a aliança, especialmente quando os membros se cansarem das restrições à medida que os mercados exijam mais petróleo, acrescentou.

Impacto da delta

O Goldman Sachs disse que o acordo apoia sua visão construtiva sobre o petróleo, enquanto alerta que os preços podem oscilar no curto prazo em meio à preocupação com a variante delta, disseram analistas como Damien Courvalin em relatório. Na avaliação do Goldman, o aumento planejado da produção é moderado e o déficit deve se manter.

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O foco agora se voltará para a demanda, já que as incertezas imediatas sobre a oferta desapareceram, disse Will Sungchil Yun, analista sênior de commodities da VI Investment, em Seul. O acordo foi fechado sob a suposição de que a pandemia estará sob controle até o ano que vem, mas a variante delta, de rápida propagação, pode continuar a impactar os mercados de petróleo por algum tempo, acrescentou.

O pacto provavelmente pressionará os preços no curto prazo, à medida que os investidores desfazem posições diante da perspectiva de maior oferta, disse Daniel Hynes, estrategista sênior de commodities no Australia & New Zealand Banking. Mas ele destaca que o mercado ainda está relativamente apertado e a onda de vendas deve durar pouco, acrescentou.

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