Movida nega ‘modismo’ da IA e mira triplicar receita com parceria da Meta no WhatsApp

Locadora foi a primeira empresa escolhida pela gigante do Vale do Silício no Brasil para desenvolver um agente de IA que atenda toda a jornada do cliente em uma mesma conversa, explicou o CEO Gustavo Moscatelli à Bloomberg Línea

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Bloomberg Línea — Diante da corrida pela inteligência artificial, o discurso de transformação digital se tornou quase obrigatório nas empresas. Para a Movida (MOVI3), porém, a decisão de desenvolver projetos baseados na ferramenta vai além de “modismos”.

Embora a locadora não tenha um orçamento dedicado para IA, todo projeto de tecnologia e inovação da companhia passa por um comitê executivo para garantir que os pilares estratégicos do grupo sejam atendidos.

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“Primeiramente, investigamos quais seriam os benefícios do investimento para o cliente e depois para a empresa. Buscamos não cair em modismos”, afirmou o CEO da Movida, Gustavo Moscatelli, à Bloomberg Línea após apresentação de parceria com a Meta (META).


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A locadora foi a primeira empresa escolhida pela gigante do Vale do Silício no país para desenvolver um agente de IA para o WhatsApp que atenda toda a jornada do cliente em uma mesma conversa. Isso significa que o consumidor será atendido desde o primeiro contato até a conclusão do pedido dentro da plataforma, sem precisar sequer de link de pagamento externo.

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Do lado da Meta, a parceria envolveu cerca de 50 funcionários para desenvolver e implementar a ferramenta, que foi levada como case de sucesso a Londres. Não houve aplicação de recursos dedicados ao projeto por parte das empresas, segundo Moscatelli, mas sim de equipes.

“Não é simplesmente um chatbot. O agente do WhatsApp já sabe as preferências e hábitos do cliente, além de conseguir armazenar dados e melhorar o atendimento a cada dia”, diz.

Leia mais: Movida quer aumentar a base de clientes, mas ‘não a qualquer custo’, diz CEO

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Ele conta que a conversão de vendas pelo Whatsapp da Movida duplicou em três semanas. Nos últimos 12 meses, o faturamento da empresa pelo canal somou cerca de R$ 100 milhões, mas o potencial, segundo Moscatelli, é alcançar R$ 300 milhões até o final do ano.

Anteriormente, a Movida tinha uma equipe interna de cerca de 30 pessoas dedicadas ao atendimento por Whatsapp aliado a um serviço de chatbot. Esses funcionários foram realocados para outras áreas do SAC.

Segundo a companhia, ainda é possível que o cliente solicite falar com um atendente, caso sinta necessidade. “O agente de IA é uma estratégia complementar, não excludente. Nosso principal objetivo é acelerar o processo de conversão”, diz Moscatelli.

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Além da conversão

O executivo afirma que, além de acelerar a conversão de vendas, o agente de IA da Meta deve ajudar a Movida na coleta e tratamento de dados, inclusive no planejamento de novas lojas.

De acordo com o estudo Panorama Liderança 2026, da Amcham com a consultoria Humanizadas, cerca de 7 em cada 10 executivos veem a IA como tradutor de grandes volumes de dados. Conforme o levantamento, traduzir dados em insights (68%), antecipar riscos operacionais (62%) e recomendar ações com base em padrões (50%) lideram o ranking de benefícios da IA no ambiente corporativo.

Moscatelli destacou que o próximo passo do projeto envolvendo o Whatsapp é implementar a nova ferramenta no atendimento de venda de seminovos e serviços de carro por assinatura.

No âmbito da IA como um todo, a Movida está tocando atualmente o desenvolvimento de três projetos: um na área de carro por assinatura; o segundo na divisão de finanças e, o terceiro, no SAC.

“Temos um pensamento mais pragmático. Tudo que planejamos trazer, principalmente de inovação, tem que ser muito bom para o cliente e operacionalmente para a empresa. Não é só para mostrar que temos agentes de IA”, diz.

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