Dasa estuda expansão de marca premium Alta Diagnósticos em até quatro regiões

Grupo confirma que avalia localidades com demanda potencial e oferta limitada de medicina diagnóstica premium, mas não divulga praças, cronograma nem investimento; número foi citado em relatório do BofA após reunião com o CFO Rafael Bossolani

Unidade do Alta Excelência Diagnóstica, marca da Dasa, em Alto de Pinheiros, em São Paulo. O segmento premium da companhia cresceu em dois dígitos no primeiro trimestre, acima da média de 15,3% de Diagnósticos.
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Bloomberg Línea — A Dasa (DASA3), dona dos laboratórios Delboni, Lavousier, Pasteur e Salomão Zoppi, entre outros, avalia de três a quatro regiões para a possível expansão do Alta Diagnósticos, em praças onde diz identificar demanda potencial e oferta limitada de serviços premium de medicina diagnóstica.

Em nota enviada à Bloomberg Línea, a companhia afirma que o número se refere a localidades sob análise e não corresponde necessariamente à quantidade de unidades que serão abertas. Atualmente a marca premium está presente em São Paulo e Rio de Janeiro.

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“Por questões de estratégia comercial, não divulgamos as localidades sob análise, nem cronogramas ou investimentos associados a potenciais expansões”, diz o texto da empresa.

Ainda segundo a nota, eventuais aberturas ocorrerão apenas em localidades com fundamentos sólidos e taxas de retorno atrativas, condicionadas ao resultado das análises em andamento.

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O intervalo de três a quatro regiões em estudo veio a público em relatório do BofA (Bank of America) Global Research, que descreve a expansão do Alta como seletiva e integralmente autofinanciada, sem impacto na alavancagem.

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O documento, publicado em 23 de julho e assinado pelos analistas Flavio Yoshida e Mirela Oliveira, do Merrill Lynch no Brasil, mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 5,00 para uma ação cotada a R$ 2,85 na data da publicação.

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O relatório resultou de reunião do banco com Rafael Bossolani, CFO da Dasa, Lício Cintra, CEO da Rede Américas, Vivianne Valente, CFO da joint venture, e a equipe de RI (relações com investidores).

Ações da Dasa (DASA3)

2.63BRL-0.75%
-0.02 BRL
1D
1M
3M
YTD
1A
3A
5A
Os dados podem ter atraso de ate 20 minutos.

Segundo o texto, foi a primeira conversa de Cintra com investidores desde que assumiu o cargo.

Sobre o negócio de diagnósticos, os analistas escrevem que a administração da Dasa vê espaço para elevar margem por ocupação, produtividade e otimização de processos, com meta de fechar diferença de cerca de 300 pontos-base ante o principal concorrente, identificado nas conclusões do documento como o Fleury (FLRY3).

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A concentração de clientes aparece como atributo estrutural favorável. O banco registra que nenhum pagador responde por mais de 13% da receita e que o maior bloco vem do atendimento particular, o que classifica como um positivo estrutural.

Três alavancas de crescimento

Na Rede Américas, o relatório lista três alavancas de criação de valor. Na primeira, reprecificação, o documento atribui a Cintra a informação de que, antes da joint venture, os reajustes com operadoras rodavam entre 30% e 50% da inflação, em razão da alavancagem elevada, e passaram a dois dígitos depois da combinação de ativos, ainda abaixo dos pares.

Segundo os analistas, o executivo vê espaço para recuperação gradual por via negociada com as fontes pagadoras.

Na segunda (sinergias operacionais), os números apresentados na reunião indicam que a rede partiu de quatro sistemas hospitalares, mais de 15 versões, dois ERPs (sistemas integrados de gestão empresarial) e mais de 80 sistemas satélites, total já reduzido a menos de 50, com meta de um ERP e dois sistemas hospitalares até dezembro de 2027.

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Para os analistas, a simplificação é o principal marco operacional do grupo, com ganhos esperados em despesas administrativas, ciclo de receita e redução de glosas, termo usado no setor para os valores que as operadoras negam pagar ao prestador sob alegação de erro ou divergência de cobrança.

Na terceira, o documento aponta prioridade para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, sem ancorar a expansão nos hospitais de margem mais alta, Samaritano e Nove de Julho, de modo a preservar portfólio em diferentes faixas de preço.

O relatório registra que Porto e Amil venderam cerca de 80% dos novos planos ancorados na Rede Américas, que a Amil representa aproximadamente 35% da receita total e que o grupo optou por manter posicionamento multioperadora.

As unidades HBA e AMO seguem geradoras de caixa, o que, na avaliação do banco, permite desinvestimento apenas em condições adequadas.

A meta de unificação de sistemas até dezembro de 2027, descrita no relatório como principal marco operacional do grupo, é o parâmetro datado mais claro para acompanhar o plano de sinergias. Sobre o Alta, a Dasa afirma não divulgar cronogramas.

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