Bloomberg — O minério de ferro voltou a cair nesta quarta-feira (17), na esteira de dados que mostraram queda da produção de aço chinesa no mês passado, no mais recente sinal de demanda fraca.
Os futuros da matéria-prima chegaram a afundar 3,1% nesta quarta em Singapura, para US$ 125,30 a tonelada, e são negociados cerca de 12% abaixo do pico do início de janeiro.
A produção de aço chinesa recuou 15% em dezembro em relação ao mesmo mês do ano anterior, e a produção de 2023 não cresceu em relação a 2022.
Os preços de imóveis residenciais tiveram a maior queda em quase nove anos em dezembro, o que aumentou o pessimismo em relação à construção, uma importante fonte de demanda por aço.
Os dados mostram que os compradores de imóveis evitam as vendas antecipadas das incorporadoras, com medo de que as construções não sejam terminadas, segundo Kristy Hung, analista sênior da Bloomberg Intelligence.
A queda do minério apagou o ganho de 1,5% visto na terça-feira (16), impulsionado pela notícia de uma emissão especial de dívida em discussão entre autoridades do alto escalão do governo chinês.
A captação injetaria até 1 trilhão de yuans (US$ 139 bilhões) em projetos relacionados com alimentação, energia, cadeias de abastecimento e urbanização.
No curto prazo, os estoques em 247 usinas siderúrgicas se recuperaram na semana passada, o que indica pouca necessidade de reabastecimento, disse a Mysteel. O consumo médio diário de minério de ferro também caiu, após a baixa produção de ferro fundido, acrescentou.
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