Bloomberg — O minério de ferro despencou 7% – caindo abaixo da marca de US$ 110 por tonelada – depois que uma fraca demanda na China deixou o mercado sobrecarregado diante do aumento dos estoques.
A queda da matéria-prima siderúrgica foi a maior desde meados de 2022 em uma base intradiária, levando a commodity ao menor fechamento desde agosto do ano passado.
O minério de ferro já caiu cerca de um quarto desde o pico no início de janeiro, à medida que o setor imobiliário e a atividade manufatureira da China permaneceram sob pressão.
O Congresso Nacional do Povo anual em Pequim, que terminou nesta segunda-feira (11), ofereceu poucas perspectivas de impulso à demanda, e os estoques de minério de ferro nos portos aumentaram para os níveis mais altos em um ano.
“Os preços terão que cair ainda mais para que os estoques sejam retirados”, disse a Jinrui Futures Co. em uma nota. A corretora sugeriu uma posição vendida (aposta na queda) em minério de ferro antes que a demanda chinesa por aço se recupere.
O minério de ferro caiu 7% para US$ 107,10 por tonelada em Singapura às 17h25, horário local, depois de chegar a cair 7,3% anteriormente. Os futuros em Dalian fecharam 5,3% mais baixos, enquanto os contratos de aço em Xangai também caíram.

A atividade de construção continua fraca, pois a repressão da China ao endividamento imobiliário de longo prazo limita uma fonte vital de demanda por aço, ao mesmo tempo em que Pequim se abstém de implementar um estímulo maciço de infraestrutura com o objetivo de reviver a economia no passado.
Havia esperanças de uma recuperação mais forte na construção após o feriado do Ano Novo Lunar, que terminou em meados de fevereiro, mas isso não se concretizou.
Pequim reiterou no final de semana sua posição de que as casas são para os cidadãos viverem, e não para especulação, mesmo com uma crise imobiliária afetando a demanda.
O esclarecimento veio depois que o esboço do relatório de trabalho do governo do primeiro-ministro Li Qiang omitiu o slogan “a habitação é para morar, não para especulação” pela primeira vez desde 2019.
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