Bloomberg — O minério de ferro estendeu sua recuperação pelo segundo dia consecutivo, em meio a grandes oscilações de preço, enquanto o mercado avalia as perspectivas para a demanda na China após o recente tombo.
Os futuros em Singapura chegaram a saltar 3% nesta terça-feira (19), para US$ 107 a tonelada, na esteira de um ganho de 4% na segunda, após uma queda abaixo de US$ 100 na sexta.
Um indicador de volatilidade de 10 dias atingiu o nível mais alto desde meados de 2023.
A matéria-prima siderúrgica continua entre as commodities com pior desempenho em 2024 e acumula queda de quase 25% no ano, em meio a preocupações com a persistente crise imobiliária da China e a relutância do governo de implementar grandes medidas de estímulo.
“Os volumes de negociação à vista de produtos siderúrgicos aumentaram notavelmente”, disse Wei Ying, analista da China Industrial Futures. A sustentação da recuperação dependerá da continuidade dessa atividade, acrescentou.
Dados mistos na China mostraram uma desaceleração do setor imobiliário, mesmo com a estabilização da economia em geral.
O país é o principal importador de minério de ferro, e recebe a maior parte da matéria-prima das gigantes de mineração da Austrália e do Brasil, para alimentar a maior indústria siderúrgica do mundo.
“As usinas chinesas estão realizando mais manutenções não programadas em março por conta de crescentes perdas e aumento dos estoques de produtos siderúrgicos”, disse o Chaos Ternary Research Institute.
Embora isso tenha reduzido a necessidade de reabastecer os estoques de minério, as compras podem aumentar após a recente queda de preços, afirmou.
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