Bloomberg — O minério de ferro caiu pela quinta vez em seis dias nesta terça-feira (13), à espera de dados que darão pistas sobre a produção de aço chinesa, enquanto siderúrgicas no maior mercado enfrentam queda nos preços dos produtos e demanda doméstica incerta.
Os futuros reverteram uma alta inicial, após perderem quase 2% na primeira sessão da semana. Com a oferta de aço no primeiro semestre abaixo do ritmo do ano passado, o governo de Pequim divulgará dados da produção industrial em julho na quinta-feira (15), incluindo o volume de aço produzido no maior mercado mundial.
Dados preliminares sugerem que a produção de aço pode registrar outra queda. O índice de gerentes de compras da indústria em julho mostrou que a produção atingiu o nível mais fraco desde março.
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Outro indicador que mede a oferta de membros do principal grupo siderúrgico do país caiu para o patamar mais baixo deste ano.
“A produção de aço está claramente desacelerando, particularmente em siderúrgicas menores e menos eficientes”, disse Robert Rennie, chefe de estratégia de commodities e carbono do Westpac Banking. “Devemos ter uma ideia disso nos dados da quinta-feira.”
O minério de ferro acumula baixa de quase 30% neste ano devido a preocupações sobre a demanda chinesa, em meio ao crescimento econômico mais lento e impacto da crise do setor imobiliário do país.
Ao mesmo tempo, dados de rastreamento de exportações apontam para fluxos sem precedentes de minério de ferro da Austrália e do Brasil, os maiores exportadores.
Diante dos sinais de oferta abundante, os estoques portuários de minério de ferro na China deram um salto neste ano, para cerca de 10 milhões de toneladas em relação ao pico registrado em 2018.
A China Mineral Resources, empresa estatal formada para gerenciar as importações da matéria-prima, disse que o aumento foi impulsionado por compras especulativas “distorcidas e insustentáveis”, segundo comunicado.
Entre os produtos siderúrgicos da China, o preço à vista da barra de reforço – usada no setor de construção – atingiu o nível mais baixo desde 2017, enquanto a chapa laminada a quente e a frio atingiram a cotação mais baixa desde o primeiro semestre de 2020, no início da pandemia.
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