Ibovespa sobe após decisões de juros no Brasil e nos EUA; dólar avança a R$ 5,16

Investidores repercutem o corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Copom e acompanham os desdobramentos do acordo preliminar entre EUA e Irã, que reduz temores sobre o petróleo e a inflação global

Bloomberg

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) operava em leve alta na manhã desta quinta-feira (18), enquanto os investidores repercutiam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na véspera, e monitoravam os desdobramentos do acordo preliminar firmado pelo presidente Donald Trump com o Irã, que pode abrir caminho para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Nesta manhã,

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  • Ibovespa (IBOV): +0,20% às 11h14, aos 168.797pontos
  • Dólar comercial: +0,97% às 11h14, a R$ 5,1607

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A decisão foi unânime entre os sete membros presentes e veio em linha com a expectativa de 30 dos 33 economistas consultados pela Bloomberg antes da reunião.

O corte ocorre em um cenário ainda mais adverso do que o da decisão anterior, em abril.

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As projeções do próprio Copom para o IPCA subiram: a inflação estimada para 2026 passou de 4,6% para 5,2%, e a projeção para o quarto trimestre de 2027 — o horizonte relevante atual da política monetária — avançou de 3,5% para 3,7%, ainda acima da meta de 3%.

A justificativa do comitê para manter o ritmo de cortes, mesmo diante da deterioração das projeções, é que a política monetária permanece em território contracionista.

“O período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica”, afirmou o Copom no comunicado divulgado na quarta-feira (17).

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No exterior, as bolsas globais operavam em alta nesta quinta-feira após o anúncio de um acordo provisório de paz entre Estados Unidos e Irã, que aumentou as expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

O movimento reduziu temores sobre inflação e interrupções no fornecimento de energia, impulsionando as bolsas em Wall Street e os títulos do Tesouro americano.

O petróleo recuava, com o barril nos EUA negociado em torno de US$ 74, diante da perspectiva de retomada da produção de grandes exportadores e normalização do fluxo pelo estreito.

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Analistas consultados pela Bloomberg News avaliam que, caso o acordo se sustente, a redução dos custos de energia poderá aliviar pressões inflacionárias e diminuir a necessidade de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve.

Com informações da Bloomberg News

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