Ibovespa recua na contramão de Nova York e interrompe sequência de recordes

Nos EUA, S&P500 se aproxima de máxima histórica com investidores otimistas sobre a retomada das negociações entre EUA e Irã

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Bloomberg Línea — O dia foi de correção para Ibovespa (IBOV), que fechou o dia na contramão do otimismo global com possível retomada das negociações entre Estados Unidos, Israel e Irã sobre a guerra de mais um mês travada no Oriente Médio.

O principal índice da bolsa brasileira interrompeu nesta quarta-feira (15) uma sequência de cinco recordes consecutivos e fechou em queda de 0,46%, aos 197.738 pontos.

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Já o dólar comercial encerrou o dia perto da estabilidade pela segunda sessão consecutiva após cair abaixo do patamar dos R$ 5,00.

A moeda americana fechou em baixa de 0,03% contra o real, cotada a R$ 4,99.

Fechamento 15/04/2026

No exterior, os principais índices americanos fecharam em alta enquanto investidores aguardam uma nova rodada de negociação entre EUA e Irã após falta de avanço no último final de semana.

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Ainda não há confirmação de conversas nesse sentido, mas o presidente americano Donald Trump disse ao The New York Post que as conversas podem ser retomadas “nos próximos dois dias” e afirmou em uma entrevista à Fox Business que a guerra está “perto do fim”.

“Em meio a toda a incerteza, considero justificado voltar a focar nas perspectivas além da guerra”, disse Holger Schmieding, economista-chefe do Berenberg, à Bloomberg News.

“Um fator-chave para os mercados é que a corrida por liquidez relacionada à guerra acabou e está parcialmente se revertendo. Isso ajuda os ativos de maior risco.”

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As declarações ajudaram o S&P500 e o Nasdaq a renovarem seus recordes. O S&P500 avançou 0,80%, aos 7.002,95 pontos, enquanto o índice de tecnologia Nasdaq subiu 1,60%, para 24.016,77 pontos.

Além do recorde, o Nasdaq registrou sua mais longa sequência de altas diárias desde 2021.

“O setor de tecnologia dos EUA, incluindo as Sete Magníficas, está muito mais barato hoje do que há seis meses”, disse Lilian Chovin, chefe de alocação de ativos na Coutts & Co, à Bloomberg News.

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“As preocupações com o Oriente Médio não vão desaparecer de repente, mas a capacidade dessas empresas de gerar lucros em um ambiente macroeconômico difícil continua muito atraente.”

-- Com a Bloomberg News

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