Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou estável nesta quarta-feira (26), em linha com os índices de Nova York, diante da cautela de investidores globais antes do balanço trimestral da Nvidia, divulgado após o fechamento do mercado americano.
O principal índice da B3 fechou aos 174.586 pontos, com uma variação de 0,01%. O dólar também operou perto da estabilidade e encerrou cotado a R$ 5,1519, alta de 0,04%.
Após o fechamento, a Nvidia divulgou guidance de receita de US$ 108 bilhões para o trimestre atual, com margem de 2% para mais ou para menos.
A projeção ficou acima da média das estimativas de analistas, de US$ 105,2 bilhões, mas abaixo de projeções que chegavam a superar US$ 110 bilhões, o que decepcionou parte dos investidores. Os futuros de índices americanos oscilaram após a divulgação.
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Entre os ativos no Brasil, a Petrobras (PETR4) avançou 0,24% e foi a principal influência positiva em volume. Destaque ainda para a Sabesp (SBSP3), que subiu 1,50%, e para o Bradesco (BBDC4), com avanço de 1,25%.
Fora do Ibovespa, a Oncoclínicas (ONCO3) disparou 9,71% após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinar, por três votos a zero, que a Centaurus Capital e partes relacionadas deverão realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações da companhia, revertendo recomendação anterior da área técnica do regulador em uma disputa entre acionistas.
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Na direção oposta, a Braskem (BRKM5) caiu 14%, depois de a companhia afirmar que ainda não há decisão sobre os detalhes de sua reestruturação financeira, mesmo com detentores de títulos de dívida (bonds) liderando o apoio ao plano.
As ações da petroquímica deixaram de fazer parte do Ibovespa na terça-feira depois do pedido de recuperação extrajudicial.

Brava Energia (BRAV3) recuou 2,6% e Vibra Energia (VBBR3) caiu 1,4%, ambas rebaixadas pelo Goldman Sachs — a primeira para venda e a segunda para neutra.
O Morgan Stanley, por sua vez, rebaixou as ações locais como um todo, citando riscos fiscal e eleitoral.
A Vale (VALE3) recuou 0,32% e foi a principal influência negativa, seguida do Banco do Brasil (BBAS3), com queda de 0,26%. BTG Pactual (BPAC11) perdeu 0,24% e a Axia (AXIA3) se desvalorizou 0,45%.
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No mercado de juros, o Tesouro Nacional divulgou a revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, ampliando a faixa de participação de títulos atrelados à Selic (LFT) no total da dívida e reduzindo os limites para NTN-B e prefixados.
Enquanto isso, na agenda econômica, o IPCA-15 recuou 0,4% em agosto — a maior queda em quatro anos —, favorecido pelo Bônus de Itaipu nas contas de luz, mas trouxe pressão nos núcleos e nos serviços subjacentes.
Já nos Estados Unidos, o núcleo do PCE (índice de gastos com consumo pessoal) veio em linha com o esperado, com alta de 0,2% em julho, mas o dado anual (3,3%) segue pressionado. Os mercados monetários já precificam integralmente uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) até dezembro.
— Com informações da Bloomberg News
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