Futuros dos EUA recuam em meio a avanço das negociações entre EUA e Irã

Operadores de petróleo ficaram otimistas com sinais de progresso nas negociações no Oriente Médio. Investidores monitoram turbulências políticas no Reino Unido após renúncia do premiê Keir Starmer

Por Daniel Buarque

Bloomberg — Os futuros das ações dos EUA caíram, encontrando pouco apoio na queda dos preços do petróleo, à medida que surgiram sinais de avanços diplomáticos entre os EUA e o Irã.

O S&P 500 apontava para uma abertura em baixa após um fim de semana prolongado, com os contratos registrando queda de 0,2%.

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O petróleo Brent caiu 1,7%, para US$ 79 o barril, à medida que os negociadores de Teerã e Washington chegaram a um acordo sobre um roteiro para se chegar a um acordo final para a guerra.

O dólar subiu 0,2%. Os títulos do Tesouro caíram em toda a curva de rendimentos após o feriado de sexta-feira (19).

Os operadores também acompanharam as últimas turbulências na política britânica, depois que o primeiro-ministro Keir Starmer anunciou sua renúncia em frente ao governo do Reino Unido na segunda-feira (22). A libra esterlina perdeu terreno em relação à maioria das principais moedas e atingiu brevemente a menor cotação desde 2026. Os títulos do Tesouro britânico se estabilizaram após uma queda de dois dias.

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No Reino Unido, a saída de Starmer está colocando a Grã-Bretanha a caminho de seu sétimo primeiro-ministro em uma década e abrindo caminho para que Andy Burnham o substitua. A questão para os investidores é o impacto nas finanças do Reino Unido caso o ex-prefeito de Manchester venha a se tornar primeiro-ministro.

“Os mercados estariam atentos à escolha de Burnham para o cargo de ministro da Fazenda”, escreveu Mohit Kumar, da Jefferies. “O receio é que as políticas de Burnham tenham uma inclinação para a esquerda e, caso o novo ministro da Fazenda não seja credível, isso levantaria preocupações quanto aos déficits e aos empréstimos.”

Os operadores de petróleo se animaram com os sinais de progresso nas negociações no Oriente Médio, mesmo com o presidente Donald Trump ameaçando atacar o Irã caso o Hezbollah, apoiado por Teerã, continue a atacar Israel.

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Os lados em conflito estabeleceram uma linha de comunicação para evitar incidentes, com o objetivo de garantir a passagem segura de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz.

“Mesmo em meio ao conflito no Oriente Médio, as ações ainda precificavam um desfecho positivo”, afirmou Stephan Kemper, estrategista-chefe de investimentos da BNP Paribas Wealth Management. “Parece lógico que os mercados não apresentem alta muito acentuada em relação a algo que já haviam precificado em um grau razoável.”

Os mercados nesta segunda-feira (22)
🔘 As bolsas na sexta-feira (19/06): Dow Jones Industrials (*), S&P 500 (*), Nasdaq Composite (*), Stoxx 600 (-0,24%), Ibovespa (+0,03%) - *Bolsas dos EUA não abriram por causa de feriado

Veja a seguir outros destaques desta manhã de segunda-feira (22 de junho):

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- Premiê britânico renuncia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que renunciaria ao cargo dois anos depois de ter levado o Partido Trabalhista de volta ao poder. Saída de Starmer abre caminho para que Andy Burnham tente assumir o cargo como sucessor.

- Negociações entre EUA e Irã avançam. O governo iraniano afirmou que houve “grandes avanços” nas discussões que se estenderam por toda a noite com os EUA, enquanto as partes em conflito tentam chegar a um acordo de paz dentro de dois meses.

- Brasil recebe fundo climático. Os Fundos de Investimento Climático (CIF) aprovaram um financiamento para o Brasil e o México que deverá ajudar a mobilizar recursos adicionais para acelerar a descarbonização de seus setores industriais. Cada país receberá US$ 250 milhões, o que deverá ajudar a mobilizar cofinanciamento de mais de US$ 5 bilhões.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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Daniel Buarque

Daniel Buarque

Editor-assistente