Futuros de NY operam sem direção única após Fed reforçar cautela com inflação

Investidores reavaliam as perspectivas para os juros após Kevin Warsh reforçar preocupações com a inflação; Treasuries avançam e petróleo sobe em meio às tensões no Oriente Médio

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Bloomberg — Os futuros de ações dos EUA operam sem direção única nesta segunda-feira (31), após o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, adotar um tom mais duro sobre a inflação em Jackson Hole. O petróleo avança com as tensões no Oriente Médio.

O rendimento dos Treasuries de dois anos, o mais sensível a mudanças nas taxas de juros, caiu três pontos-base e devolveu parte da alta de sexta-feira, depois que Warsh alertou que a inflação não apresenta desaceleração significativa e que as autoridades monetárias ainda “têm trabalho a fazer”.

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Os investidores aumentaram as apostas em uma alta dos juros em setembro após a fala, embora alguns analistas de mercado tenham demonstrado ceticismo quanto a essa possibilidade.

Os futuros do S&P 500 caíram 0,1%, enquanto os contratos do Nasdaq 100 ficaram estáveis. O dólar recuou diante das principais moedas depois de registrar, na sexta-feira, sua maior alta em mais de dois meses. O ouro ampliou as perdas. O índice Stoxx 600, referência das ações europeias, teve pouca variação em uma sessão de baixo volume, com os mercados do Reino Unido fechados devido a um feriado.

“Uma leitura direta do discurso do presidente Warsh aponta para um tom duro, mas não estamos convencidos de que isso signifique que haverá altas de juros”, escreveram analistas do Morgan Stanley, entre eles Michael Gapen, em relatório. “Mantemos nossa avaliação de que o Fed deixará os juros inalterados neste ano, diante dos sinais de desinflação.”

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Ações globais nesta segunda-feira (31) de agosto de 2026
🔘 As bolsas na sexta-feira (28/08): Dow Jones Industrials (-0,02%), S&P 500 (-0,25%), Nasdaq Composite (-0,52%), Stoxx 600 (+0,51%), Ibovespa (+0,30%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de segunda-feira (31 de agosto):

- Vantagem de Lula diminui. Lula lidera sobre Flávio Bolsonaro por 47,1% a 42,6% em um eventual segundo turno, segundo pesquisa AtlasIntel para a Bloomberg News, ante uma diferença de cerca de 6 pontos em julho. O recuo ocorre em meio às investigações envolvendo seu filho Lulinha.

- EUA e Irã voltam a trocar ataques. Forças americanas atingiram uma ilha iraniana no Estreito de Ormuz, e Teerã respondeu com ataques contra alvos ligados aos EUA na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. A nova escalada deu impulso ao Brent, que superou os US$ 90 o barril, e reforçou o impasse sobre a navegação no estreito.

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- Preços agrícolas disparam. O Índice Bloomberg Agriculture Spot acumula alta de mais de 13% em agosto, a maior desde 2012, pressionado por guerras e eventos climáticos extremos. O Trigo, o açúcar e o cacau estão entre as principais altas, o que também amplia os riscos para a inflação global de alimentos.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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