Bloomberg Línea — O dólar abriu em alta no início das negociações na manhã desta quinta-feira (5). A moeda americana era cotada a R$ 5,16, com valorização de 0,19%, às 9h47 (horário de Brasília).
Novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e falas de membros do Federal Reserve dão a temperatura dos mercados nesta quinta-feira (5), enquanto os investidores aguardam os números do payroll, que serão divulgados sexta-feira (6).
Estatísticas de emprego são acompanhadas de perto por investidores, que buscam pistas sobre os próximos passos do Fed no combate à inflação.
Nesta quinta, as atenções se voltam para os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego. Já o relatório mensal de folhas de pagamento (payroll) será divulgado na sexta-feira (6), o que pode consolidar as apostas em um aumento das taxas em novembro.
Pedidos de auxílio-desemprego seguem baixos
Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos permaneceram historicamente baixos na semana passada, destacando a contínua força do mercado de trabalho. Os pedidos subiram ligeiramente para 207.000 na semana que terminou em 30 de setembro, de acordo com dados do Departamento de Trabalho divulgados na quinta-feira. A estimativa média em uma pesquisa da Bloomberg com economistas previa um aumento para 210.000.
Os pedidos contínuos, um indicador do número de pessoas que recebem benefícios de desemprego, também permaneceram pouco alteradas em 1,7 milhão na semana até 23 de setembro.
O mercado de trabalho resiliente continua a impulsionar os gastos dos consumidores diante da alta inflação e das taxas de juros. A demanda por trabalhadores permanece sólida e as demissões que foram manchetes no início deste ano em grande parte diminuíram.
Na terça-feira (3), o relatório JOLTS provocou reação negativa dos mercados após mostrar que o número de vagas de emprego em aberto subiu para 9,6 milhões em agosto, bem acima do esperado pelo mercado, que previa 8,8 milhões.
Os números contribuíram para uma aversão ao risco nos mercados globais e para o aumento no rendimento dos títulos do Tesouro americano.
Balança comercial dos EUA
Outro dado que influencia o mercado é o da balança comercial americana de agosto, divulgada nesta manhã. O déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu para quase o nível mais baixo em três anos em agosto, refletindo uma redução na demanda americana por mercadorias estrangeiras e um aumento nas remessas de bens para o exterior.
O déficit nas trocas de bens e serviços encolheu 9,9% para US$ 58,3 bilhões em relação a uma revisão de US$ 64,7 bilhões no mês anterior, conforme dados do Departamento de Comércio divulgados na quinta-feira. Os números não são ajustados para a inflação. O valor das importações diminuiu 0,7%, enquanto as exportações aumentaram 1,6%.
Os números sugerem uma demanda interna mais fraca tanto para bens de consumo quanto para equipamentos de capital. Juros mais altos e representam um risco adicional para limitar as compras de mercadorias estrangeiras.
O relatório mostrou quedas nas importações de bens de capital, incluindo semicondutores, bem como diminuições em celulares e outros bens de consumo. As exportações foram impulsionadas por um aumento nas remessas de bens de capital e de consumo. Enquanto isso, as exportações de veículos automotores diminuíram.
O aumento nas exportações pode se provar passageiro, já que um dólar próximo de uma máxima de um ano torna os bens e serviços dos EUA mais caros para os clientes estrangeiros. As exportações em agosto foram impulsionadas por um aumento no valor das remessas de petróleo.
Os dados ajudarão a moldar as estimativas dos economistas para o Produto Interno Bruto do terceiro trimestre. Após contribuir para o crescimento por vários trimestres, as exportações líquidas foram amplamente neutras para o PIB no período de abril a junho.
Em termos ajustados para a inflação, o déficit comercial de mercadorias encolheu para US$ 83,9 bilhões em agosto, o menor desde março.
Fechamento do dólar hoje
No pregão anterior, o dólar encerrou as negociações cotado a R$ 5,16, com queda de 0,19%. O valor máximo chegou a R$ 5,18, e o mínimo foi de R$ 5,12.
Neste ano, o real acumula alta de 2,29% em relação ao dólar. O valor máximo foi registrado no dia 3 de janeiro, quando a cotação do dólar atingiu R$ 5,46. Já a mínima foi de R$ 4,73 no dia 31 de julho. A cotação média do dólar no período foi de R$ 5,01.
Neste ano, a moeda brasileira ocupa a posição número 3 em uma cesta das 23 moedas de mercados emergentes com maior valorização.
A moeda com o maior desempenho no ano é o peso colombiano, com variação de 11,99%. Já a divisa com o menor desempenho é o peso argentino, que variou -97,60%.
As moedas latino-americanas tiveram o seguinte desempenho até o momento no ano:
- O peso colombiano (COP) se valoriza em 11,99%
- O sol peruano (PEN) se desvaloriza em 0,18%
- O peso mexicano (MXN) se valoriza em 7,45%
- O peso chileno (CLP) se desvaloriza em 7,84%
- O peso argentino (ARS) se desvaloriza em 97,60%
Já o Ibovespa subiu 0,17% no fechamento de ontem, 4 de outubro, aos 113.419,04 pontos.
As ações do Ibovespa com melhor desempenho ontem, 4 de outubro, foram:
- YDUQS Participacoes SA (YDUQ3) subiu 7,61%
- CVC Brasil Operadora e Agencia de Viagens SA (CVCB3) subiu 7,53%
- Locaweb Servicos de Internet SA (LWSA3) subiu 7,19%
E as de pior desempenho foram:
- Marfrig Global Foods SA (MRFG3) caiu 2,68%
- Petroreconcavo S/A (RECV3) caiu 2,77%
- PRIO SA/Brazil (PRIO3) caiu 2,81%
- Conteúdo elaborado com auxílio de dados automatizados da Bloomberg e informações da Bloomberg News. Atualizada para incluir dados de auxílio-desemprego e da balança comercial.
Leia também:
GlobalX, de ETFs temáticos, aposta no Brasil e quer atrair US$ 4 bi em 5 anos
BYD se aproxima da liderança mundial em carros elétricos após recuo da Tesla






