Bloomberg Línea — O dólar comercial recua mais de 1% e o Ibovespa (IBOV) opera em alta nesta manhã de terça-feira (14), em linha com o movimento global de otimismo após dados de inflação nos Estados Unidos virem abaixo do esperado.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) recuou 0,4% em junho na comparação mensal – abaixo da expectativa de mercado, que estimava queda de 0,1%. Esta foi a primeira retração mensal do indicador no mês de junho em seis anos.
- Ibovespa (IBOV): +0,59% às 11h10, aos 176.776 pontos
- Dólar comercial: -1,10% às 11h10, cotado a R$ 5,08
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A expectativa é que o dado diminua a chance de nova alta de juros ainda este mês.
A probabilidade implícita no mercado de swaps de juros mostrou uma queda de 40% para 20% nas chances do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) elevar os juros na próxima reunião.
“Foi uma surpresa baixista disseminada”, afirmou Dan Carter, gestor sênior de portfólio da Fort Washington Investment Advisors, à Bloomberg News. “As altas de juros no curto prazo saem de cena. Nosso cenário-base é de que o Fed manterá os juros inalterados. Este resultado reforça essa avaliação.”
O rendimento dos Treasuries de dois anos — mais sensíveis às perspectivas de curto prazo para a política monetária do Fed — caiu até 14 pontos-base, para 4,14%, e caminha para registrar a maior queda diária desde fevereiro.
Ainda assim, o conflito no Oriente Médio segue no radar e pode prejudicar as próximas leituras de inflação, segundo Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
“Esse arrefecimento deve-se principalmente à queda pontual dos preços de energia em junho, favorecida pela trégua no conflito do Oriente Médio – que já reverteu nas últimas semanas com a volta da escalada e do petróleo em alta.
A julgar pelos acontecimentos recentes, o alívio de junho parece ter sido temporário, e a pressão inflacionária deve retornar nas próximas leituras", afirmou.
O petróleo Brent sobe perto de 3% nesta manhã com o anúncio de Donald Trump de que restabelecerá o bloqueio de navios iranianos no estreito de Ormuz, às 17h (hora de Brasília), além de exigir reembolso sobre todas as demais cargas transportadas.
— Com informações da Bloomberg News
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