Bloomberg Línea — Às vésperas da Super Quarta, os investidores analisam nesta terça-feira (19) a decisão sobre os juros do Japão, que encerrou a última taxa negativa no mundo após 17 anos.
No cenário corporativo, a Vale (VALE3) realiza o pagamento de dividendos hoje.
Na Ásia, investidores monitoram de perto a situação na China, onde o principal regulador de valores mobiliários afirmou que a incorporadora no centro da crise imobiliária da nação inflou falsamente a receita em mais de US$ 78 bilhões nos dois anos que antecederam seu colapso.
O grupo Evergrande da China e sua enorme dívida tornaram-se símbolos do menor desempenho da economia chinesa, especialmente nos setores imobiliário e de construção.
Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (19):
1. Juros no Japão
O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) encerrou o programa de flexibilização monetária mais agressivo da história moderna ao acabar com a última taxa de juros negativa do mundo.
O banco central estabeleceu uma nova faixa para a taxa entre 0% e 0,1%, mudando de uma taxa de juros de curto prazo de -0,1%, de acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira (19) após dois dias de reunião.
A autoridade monetária afirmou que as condições financeiras permanecerão flexíveis, indicando que este não é o início de um ciclo de aperto agressivo como o visto nos Estados Unidos e na Europa nos últimos anos, um fator que pode explicar a queda no iene após o anúncio.
O BoJ também abandonou o programa de controle da curva de rendimentos, ao mesmo tempo em que se comprometeu a continuar comprando títulos do governo de longo prazo conforme necessário.
2. Copom inicia reunião
A reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária (Copom), que irá decidir o rumo da taxa Selic, se inicia nesta terça-feira.
Expectativa unânime do mercado é por um corte de 0,50 ponto percentual pela sexta vez consecutiva, levando os juros para 10,75% ao ano na quarta-feira (20).
Os analistas esperam que o Banco Central adote uma sinalização mais cautelosa diante dos dados mais altos de atividade e pressão recente dos preços de serviços.
Alguns veem a possibilidade de ser encerrada já nesta semana a indicação de cortes no mesmo ritmo de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões.
3. Mercados
O sentimento de cautela toma conta dos mercados nesta terça, antes da reunião de política monetária do Federal Reserve amanhã.
Por volta das 8h30 (horário de Brasília), os índices futuros dos EUA recuavam, com os investidores monitorando também a conferência da fabricante de chips Nvidia (NVDA).
Na Europa, o índice Stoxx 600 e o FTSE, do Reino Unido, também cediam.
O iene caiu depois que o Banco do Japão pôs fim à última taxa de juros negativa do mundo e enfatizou que as condições financeiras permanecerão flexíveis.
4. Manchetes dos principais jornais
Estado de S. Paulo: Lula ‘ensaia’ ministros para enfrentar bolsonarismo e vai a Estados com forte oposição
Folha de S. Paulo: Bolsonaro, Cid e deputado são indicados pela PF sob suspeita de fraude em cartão de vacinação
O Globo: PF indicia Bolsonaro, Cid e deputado por falsificação em certificados da vacinação
Valor Econômico: Bancos perdem R$ 5 bi em receitas de tarifa
5. Agenda
Estados Unidos:
- 9h30: Construção de Novas Casas
- 13h30: Atlanta Fed GDPNow
- 14h: Leilão de títulos de 20 anos
- 17h: Transações Líquidas de Longo Prazo
- 17h30: Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
China:
- 22h15: Taxa Preferencial de Empréstimo do BPC









