Cinco coisas que você precisa saber para começar esta terça-feira

Investidores repercutem ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e ficam de olho na divulgação do IPCA-15 nesta terça-feira (26)

Um comprador no corredor de carnes de um supermercado
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Bloomberg Línea — O dia é cheio para os investidores nesta terça-feira (26). A começar pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que saiu mais cedo nesta manhã e sugere mais cortes nas próximas reuniões.

Mais tarde, acontece a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como prévia da inflação, às 9h, no horário de Brasília.

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Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que espera que as taxas de juros aumentem novamente este ano devido à economia robusta.

A opinião também é compartilhada pela presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins, que disse que um novo aperto “certamente não está fora de questão”, enquanto a governadora do Fed, Michelle Bowman, sinalizou que provavelmente mais de um aumento deve acontecer.

Na avaliação de Jamie Dimon, CEO do JPMorgan (JPM), o mundo pode não estar preparado para o pior cenário, no qual as taxas de juros dos Estados Unidos alcançariam 7%, juntamente com uma estagflação.

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Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (26):

1. IPCA-15

O IPCA-15, considerado uma prévia do IPCA, será divulgado nesta manhã.

Segundo a Bloomberg, o indicador deve acelerar para 0,37% na comparação mensal, de 0,28% no período anterior, e para 5,02% em 12 meses, de 4,24% em agosto.

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2. Ata do Copom

Na ata do Copom, economistas do Banco Central (BC) afirmam que os membros do Comitê veem como unânime uma projeção de cortes de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões e “avaliaram que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”.

Ainda segundo a ata, “o Comitê julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes, já que isso exigiria surpresas positivas substanciais que elevassem ainda mais a confiança na dinâmica desinflacionária prospectiva”.

“Tal confiança viria apenas com uma alteração significativa dos fundamentos da dinâmica da inflação, tais como uma reancoragem bem mais sólida das expectativas, uma abertura contundente do hiato do produto ou uma dinâmica substancialmente mais benigna do que a esperada da inflação de serviços”, diz o documento.

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3. Mercados

A venda de títulos públicos se estabilizou e o dólar se manteve estável, enquanto as ações na Europa recuam pelo quarto dia consecutivo.

O índice Stoxx 600 caía cerca de 0,4% por volta das 8h45 (horário de Brasília), em linha com os futuros de ações dos EUA.

Os rendimentos dos títulos das Treasuries e da dívida do governo europeu se estabilizaram após atingirem máximas de uma década, à medida que os investidores precificam um período prolongado de taxas de juros elevadas.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: PEC da Anistia: Câmara vota projeto que permite perdão de R$ 23 bilhões aos partidos; entenda a proposta

Folha de S. Paulo: Mudança no perfil dos brasileiros impulsiona direita e desafia esquerda

O Globo: Com risco baixo, bancos antecipam até 12 anos de saque-aniversário do Fundo de Garantia

Valor Econômico: Confiança e juro menor devem dar fôlego ao fim de ano para o varejo

5. Agenda

Nos Estados Unidos, às 10h, são publicados os preços de imóveis S&P/CS Composto-20. Às 11h, é publicada a confiança do consumidor CB nos EUA. Às 14h, acontece o leilão americano note a dois anos. Às 14h30, Bowman, do Fomc, discursa. Às 17h30, são publicados os estoques de petróleo bruto semanal API.

-- Com informações da Bloomberg News

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