Cinco coisas que você precisa saber para começar esta segunda-feira

Em dia de agenda mais esvaziada de indicadores, investidores monitoram no cenário corporativo os desdobramentos na Vale e na Petrobras

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Bloomberg Línea — Apesar de uma semana que promete ser agitada, os investidores têm poucos índices econômicos no radar nesta segunda-feira (11), focando no cenário corporativo local e na publicação de dados importantes durante essa semana.

Hoje, a Petrobras (PETR3; PETR4) segue sendo monitorada pelos traders com aumento da percepção de risco. A sucessão na Vale (VALE3) também é destaque.

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Na China, um indicador que acompanha as ações de crescimento da China disparou, impulsionado por uma alta nas ações relacionadas aos setores de bateria e energia renovável.

O índice ChiNext, com foco em tecnologia, entrou em um mercado de alta técnica após um ganho de 4,6% na segunda, levando seu avanço desde a baixa de fevereiro para mais de 20%. As empresas Contemporary Amperex Technology, Eve Energy e Sungrow Power Supply impulsionaram o movimento do índice.

Confira a seguir cinco destaques desta segunda-feira (11):

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1. Juros no Japão

Os mercados japoneses de títulos, swaps e câmbio intensificaram as apostas de que o banco central do país elevará juros pela primeira vez desde 2007 já este mês, depois de uma série de dados fortes de inflação e salários.

As apostas de alta de juros na reunião de 18 e 19 de março também foram impulsionadas por relatos de que alguns dirigentes do Banco do Japão são a favor de um movimento imediato, e algumas autoridades do governo também apoiam um aumento de juros. Economistas e investidores estão de acordo que o banco central irá eliminar a última taxa básica negativa do mundo, senão este mês, com certeza até abril.

O iene atingiu a cotação mais forte em um mês em relação ao dólar nesta quinta-feira, enquanto as ações dos bancos japoneses e as taxas dos títulos do governo subiram.

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2. Dividendos da Petrobras

Os membros do conselho da Petrobras rejeitaram uma proposta de dividendos sob pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, surpreendendo investidores.

A decisão de bloquear o pagamento de dividendos extraordinários, quando o mercado esperava mais de US$ 3 bilhões, enfraqueceu o real e fez as ações da Petrobras despencarem 12% na sexta (8), eliminando US$ 11 bilhões em valor de mercado. As ações estavam sendo negociadas no maior patamar em 10 anos até o mês passado, com otimismo sobre o crescimento da produção.

Lula disse diretamente ao CEO da Petrobras, Jean Paul Prates, e sua equipe em uma reunião recente no palácio presidencial que a empresa deveria limitar os pagamentos aos investidores e reinvestir, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto que falaram à Bloomberg News.

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3. Mercados

As ações europeias caem em linha com os índices futuros de ações dos Estados Unidos no início de uma semana repleta de dados econômicos que testarão a convicção do mercado de que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e seus colegas estão se aproximando de um recuo na luta contra a inflação.

O índice Stoxx Europe 600 caía 0,6% por volta das 7h45 (horário de Brasília), com as ações ligadas às commodities liderando as quedas após o minério de ferro despencar 5% devido à demanda enfraquecida da China.

Em Wall Street, os futuros do S&P 500 e os futuros do Nasdaq 100 também cediam. O rendimento do Tesouro de 10 anos dos EUA operava estável.

4. Manchetes dos principais jornais

Estado de S. Paulo: Investimento no Brasil deve voltar a crescer em 2024. Como resolver de vez os problemas estruturais?

Folha de S. Paulo: Datafolha: Boulos e Nunes empatam na corrida eleitoral para Prefeitura de São Paulo

O Globo: Malu Gaspar: Lula arbitrou disputa na Petrobras e decidiu que empresa não pagaria dividendo extra

Valor Econômico: Governo anuncia plano de R$ 10,6 bi para Porto de Santos

5. Agenda

Estados Unidos

14h: Leilão Americano Note a 3 anos