Bloomberg Línea — Os investidores reagem nesta quinta-feira (21) às decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
Nos EUA, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva, enquanto no Brasil as taxas foram novamente reduzidas em 0,50 ponto percentual, para 10,75% ao ano.
Na Suíça, o franco suíço despencou após um corte surpresa na taxa pelo Banco Nacional Suíço. O franco caiu mais de 1% em relação ao dólar depois que o SNB reduziu sua taxa-chave em 0,25 ponto percentual, em uma medida que apenas uma pequena minoria de economistas antecipou.
Confira a seguir cinco destaques desta quinta-feira (21):
1. Copom muda tom
O Banco Central alterou a sinalização sobre os próximos passos e decidiu antecipar um novo corte de 0,50 pp apenas para a “próxima reunião”, no singular.
A expressão no plural era interpretada como uma indicação de cortes para pelo menos dois encontros à frente, mas boa parte do mercado já esperava o novo guidance, visto como mais hawkish.
A mudança decorre da “elevação da incerteza e da consequente necessidade de maior flexibilidade na condução da política monetária”, diz o BC.
“As conjunturas doméstica e internacional estão mais incertas, exigindo cautela”, diz o documento. A magnitude total do ciclo dependerá da dinâmica inflacionária, das expectativas, das projeções e do hiato do produto, de acordo com o Copom.
O Comitê disse que as medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes.
2. O foco do Fed
Os membros do Federal Reserve estão seguindo o caminho já planejado para corte nas taxas de juros, apesar de encontrarem um obstáculo para uma inflação baixa e estável.
O recente aumento na inflação mensal não influenciou a mensagem do presidente do Fed, Jerome Powell, na quarta-feira (20), que disse que provavelmente será apropriado reduzir as taxas em algum momento deste ano. E uma estreita maioria dos funcionários do banco central dos EUA sinalizou que ainda esperam cortar as taxas três vezes em 2024.
Em coletiva de imprensa após a decisão, Powell também disse ser apropriado desacelerar “em breve” o ritmo com que o Fed reduz suas participações em títulos.
3. Mercados
As ações globais dispararam para máximas históricas, com os papéis de tecnologia e commodities liderando o avanço na Europa, à medida que os traders ficam mais confiantes com uma perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos.
O índice Stoxx 600, da Europa, subia cerca de 0,6% por volta das 8h15 (horário de Brasília), enquanto os futuros do S&P 500 sinalizavam que as ações dos EUA subirão pelo quarto dia consecutivo.
Os futuros do S&P 500, por sua vez, subiam 0,3% e os contratos futuros do índice Nasdaq 100, voltado para tecnologia, tinham alta de 0,7%, após dispararem na quarta-feira em meio a um rali nas ações do grupo das “Sete Magníficas”.
As pequenas empresas dos EUA, que geralmente se saem bem quando a economia está se expandindo, também registraram a melhor sessão em um mês.
4. Manchetes dos principais jornais
Estado de S. Paulo: Câmara aprova alterações na reforma do ensino médio; entenda o que muda
Folha de S. Paulo: Decisões controversas do STF são usadas por Bolsonaro para pressionar ministros
O Globo: Bela Megale: Lessa aponta exploração imobiliária por milícias como ‘pano de fundo’ de assassinato
Valor Econômico: Com dívida de R$ 1,1 bilhão, rede Dia pede recuperação judicial
5. Agenda
Estados Unidos:
- 9h30: Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
- 9h30: Índice de Atividade Industrial Fed Filadélfia
- 10h45: PMI Industrial
- 11h: Vendas de Casas Usadas
- 11h: Índice de Indicadores Antecedentes dos EUA
- 13h: Discurso de Barr, vice-presidente de Supervisão do Fed
- 14h: Leilão TIPS a 10 anos
- 17h30: Fed’s Balance Sheet
Brasil:
- 12h: Fluxo Cambial Estrangeiro









