Bloomberg Línea — Os investidores ficam de olho nesta quinta-feira (14) em novos dados sobre a inflação dos Estados Unidos para entender quais serão os próximos passos do Federal Reserve (Fed).
Os dados de preços ao produtor, que vêm após um CPI acima do previsto no início da semana, são os últimos antes da reunião de política do Fed na próxima semana. Espera-se que os funcionários mantenham as taxas de juros estáveis por uma quinta reunião consecutiva, mas a questão é quando eles começarão a reduzir as taxas.
Comentários de um membro do Banco Central Europeu (BCE) também são repercutidos após indicarem uma visão mais dovish por parte da autoridade monetária.
Yannis Stournaras, do BCE, afirmou que as taxas de empréstimo devem ser reduzidas duas vezes antes da pausa em agosto e mais duas vezes antes do final do ano, sem se deixar influenciar pelo Fed.
No Brasil, o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar os brasileiros a escapar do endividamento recorde acumulado durante a pandemia continua distante da meta e perto do fim, comprometendo seus esforços para destravar o consumo e impulsionar o crescimento.
Confira a seguir cinco destaques desta quinta-feira (14):
1. Corte de juros do BCE
O BCE reduzirá as taxas de juros na primavera do hemisfério norte, com junho sendo mais provável do que abril para um primeiro corte, segundo François Villeroy de Galhau.
“Provavelmente cortaremos as taxas na primavera, e a primavera na Europa vai de abril a 21 de junho”, disse Villeroy à rádio France Info. “É talvez mais provável em junho — somos muito pragmáticos e iremos decidir com base nos dados.”
As próximas decisões de política monetária do BCE estão marcadas para 11 de abril e 6 de junho, com a grande maioria dos colegas de Villeroy indicando que a última reunião verá provavelmente a taxa de depósito começar a ser reduzida de sua máxima histórica atual de 4%.
2. Lula e o Desenrola
O programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar os brasileiros a escapar do endividamento recorde acumulado durante a pandemia continua distante da meta e perto do fim, comprometendo os esforços do líder petista para destravar o consumo e impulsionar o crescimento.
Inicialmente, o governo esperava que o Desenrola pudesse ajudar até 70 milhões de pessoas, incluindo 30 milhões com renda mais baixa e dívidas menores. O Ministério da Fazenda estimou que o programa renegociaria R$ 50 bilhões em dívidas bancárias até o final do ano passado.
Mas no início de março, 12 milhões de pessoas haviam negociado R$ 36,5 bilhões em dívidas, de acordo com dados do governo, um resultado relativamente tímido em comparação com as metas iniciais, mesmo depois de ter recebido uma prorrogação de três meses em dezembro, até 31 de março.
“Os números são significativos”, disse Rubens Sardenberg, diretor da Febraban, à Bloomberg News. “Mas achamos que ainda estão abaixo do potencial do programa.”
3. Mercados
As ações das principais petrolíferas sobem nesta quinta à medida que o petróleo Brent avança pelo segundo dia consecutivo.
Na Europa, o índice Stoxx 600 subia cerca de 0,4% às 8h30 (horário de Brasília), alcançando um patamar recorde. Já em Wall Street, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 tinham ganhos modestos no mesmo horário.
Na Ásia, o iene enfraqueceu pelo terceiro dia consecutivo antes de uma decisão sobre negociações salariais anuais no Japão. Por lá, o Banco do Japão (BoJ) decidirá se aumenta as taxas de juros este mês.
4. Manchetes dos principais jornais
Estado de S. Paulo: Petrobras, Vale e Banco Central: como as constantes interferências de Lula podem afetar a economia
Folha de S. Paulo: Prates afirma que orientação para reter dividendos da Petrobras veio do governo Lula
O Globo: Após ser alvo do Centrão, ministra da Saúde entra na mira do PT por gestão de hospitais federais
Valor Econômico: Queda dos grãos e safra menor fazem produtor rural reduzir investimentos
5. Agenda
Brasil:
- 9h: Vendas no Varejo
- 14h30: Índice de Evolução de Emprego do CAGED
- 14:30: Fluxo Cambial Estrangeiro
Estados Unidos:
- 9h30: Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
- 9h30: IPP
- 9h30: Vendas no Varejo
- 11h: Nível de Estoques do Varejo excluindo Automóveis
- 17h30: Fed’s Balance Sheet
Zona do Euro:
- 15h: Discurso de Luis de Guindos, do BCE
China:
- 22h30: Preços de Imóveis









