Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quinta-feira

Investidores nesta quinta-feira (1º) reagem às decisões do Fed e do Copom e monitoram divulgação de resultados de Apple, Amazon e Meta

Oficiais do Federal Reserve consolidaram o fim de sua campanha agressiva
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Bloomberg Línea — O mês de fevereiro começa com os investidores reagindo às decisões do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) em relação aos juros dos Estados Unidos e do Brasil, respectivamente.

Ontem, o Fed manteve as taxas inalteradas pela quarta reunião consecutiva e sinalizou abertura para reduzi-las, mas ressaltou que ainda é cedo para cortes. O Copom, por sua vez, realizou uma nova redução de 0,50 ponto percentual, levando a Selic para 11,25%.

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Na zona do euro, a inflação diminuiu menos do que o esperado no início do ano, testando as expectativas dos investidores de que o Banco Central Europeu (BCE) começará a reduzir as taxas de juros já na primavera.

Os balanços de grandes empresas dos EUA voltaram ao foco, com a Apple (AAPL), Amazon (AMZN) e Meta (META).

Confira a seguir cinco destaques desta quinta-feira (1º):

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1. Guidance do Copom

O Banco Central manteve a sinalização de cortes de 0,50pp para as próximas reuniões, o que implica que a Selic deve cair a 10,25% em maio.

A decisão unânime de hoje, que levou o juro para 11,25%, contou com os dois novos indicados do governo a diretorias do Copom, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

O BC manteve as projeções inalteradas e o balanço de riscos simétrico, com riscos para a inflação em ambas as direções, além de reafirmar a importância da “firme persecução” das metas fiscais.

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Em uma das poucas mudanças de linguagem do comunicado, o Copom passou a dizer que as principais economias dão sinais de queda em núcleos de inflação. Também alterou o horizonte relevante e agora dá mais peso para 2025.

“Copiou o guidance para próximas reuniões, manteve o balanço de riscos. Para mercado, acho que foi um não evento”, disse Denis Ferrari, gestor de renda fixa da Kinea.

2. Os próximos passos do Fed

Os diretores do Federal Reserve consolidaram o fim de sua campanha agressiva para elevar as taxas de juros e buscaram redefinir as expectativas para quão breve e rápida será a redução este ano, à medida que as pressões inflacionárias diminuem.

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Embora os formuladores de políticas estejam mudando o foco para quando começar a flexibilizar a política diante de um recuo favorável na inflação, fica claro que não têm pressa em baixar as taxas.

Em meio a um cenário de economia ainda sólida, o presidente Jerome Powell afirmou que os oficiais agirão com paciência e dissipou especulações de que os cortes nas taxas começariam na próxima reunião.

“Não estamos declarando vitória de forma alguma”, disse Powell a repórteres na quarta, após a reunião de política do Fed, enfatizando a necessidade de ver “mais” dados confirmando uma tendência de queda sustentada na inflação. “Não acho provável que o comitê alcance um nível de confiança até a reunião de março.”

3. Mercados

Os futuros de ações nos EUA sinalizaram uma recuperação parcial em Wall Street, à medida que os investidores reajustam as expectativas sobre o momento dos cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve e avaliam uma enxurrada de resultados. Contratos do S&P 500 ganharam 0,3% após uma queda na quarta-feira que foi a mais acentuada para o índice em quatro meses.

O banco New York Community Bancorp subia 3,9% nas negociações pré-mercado após sua queda recorde. Preocupações sobre empréstimos no mercado de escritórios repercutiram até Tóquio, onde o Aozora Bank caiu 21% devido a perdas relacionadas a propriedades comerciais nos EUA.

O índice Stoxx 600 da Europa flutuou em um dia movimentado no calendário de divulgação de resultados. A Adidas AG caiu devido a orientações de lucro inferiores ao esperado. O Deutsche Bank avançou após anunciar recompra de ações e uma meta de receita mais alta.

4. Manchetes dos principais jornais

Estado de S. Paulo: William Waack: Lula quer resolver escândalo de espionagem ilegal na Abin do jeito habitual

Folha de S. Paulo: Lula costura alianças, prioriza polarização e vai evitar bola dividida nas eleições

O Globo: Lewandowski assume Justiça com acenos ao PT e a Janja; PSB de Alckmin e Dino perde espaço

Valor Econômico: Plano de voo do Copom depende do Fed

5. Agenda

Brasil:

  • 9h: Índice de Preços ao Produtor (IPP)
  • 10h: Índice de Gerentes de Compras (PMI) Industrial S&P Global
  • 13h: Índice de Evolução de Emprego do Caged
  • 14h30: Fluxo Cambial Estrangeiro
  • 15h: Balança Comercial

Estados Unidos:

  • 10h30: Pedidos Contínuos por Seguro-Desemprego
  • 10h30: Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
  • 10h30: Produtividade do Setor Não Agrícola
  • 10h30: Custo Unitário da Mão de Obra
  • 11h45: Índice de Gerentes de Compras
  • 12h: Gastos de Construção
  • 12h: Índice ISM de Emprego no Setor Manufatureiro
  • 12h: Índice de Gerentes de Compras (PMI) Industrial ISM
  • 12h: Preços no Setor Manufatureiro ISM
  • 16h30: Coletiva de Imprensa do FOMC
  • 22h45: PMI Industrial Caixin

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