Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quinta-feira

Investidores reagem às decisões de política monetária nos EUA e no Brasil, ao mesmo tempo em que ficam de olho na Europa

Federal Reserve Headquarters As Fed Officials Foreshadow A Hawkish Powell Speech
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Bloomberg Línea — Os investidores reagem nesta quinta-feira (14) à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa de juros do Brasil para 11,75% ao ano, bem como à do Federal Reserve (Fed) de manter os juros inalterados nos EUA.

Apesar de ter mantido a taxa de juros no patamar de 5,25% a 5,50% ao ano, o banco central dos Estados Unidos sinalizou na quarta-feira (13) que pode realizar um corte de 0,75% em 2024. O Fed também deu o sinal mais claro até agora de que o ciclo de alta terminou. Pela primeira vez, nenhum membro do Fomc apontou a necessidade de taxas de juros mais elevadas.

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Ainda no tema de política monetária, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manterá a sua avaliação de que as taxas de juros precisam permanecer mais altas por mais tempo, afirmaram à Bloomberg News dois ex-membros do comitê de política monetária do banco central do Reino Unido.

Confira a seguir cinco destaques desta quinta-feira (14):

1. Corte na Selic

O Banco Central cortou na noite de quarta-feira a taxa Selic em 0,50pp, para 11,75% ao ano, como amplamente esperado pelo mercado. O BC manteve o guidance para as “próximas reuniões”, no plural, indicando novas reduções de mesma magnitude pelo menos até março.

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Em um comunicado com poucas alterações, o destaque foi a menção às medidas de inflação subjacente “que se aproximam da meta” nas divulgações mais recentes.

Outra mudança foi na avaliação do cenário externo, visto agora como “menos adverso”, diante do arrefecimento das taxas de juros de prazos mais longos nos EUA e de sinais incipientes de queda dos núcleos de inflação.

As projeções do Copom para a inflação mudaram marginalmente para 2024, de 3,6% para 3,5%, enquanto a estimativa para 2025 permaneceu em 3,2%.

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2. Os efeitos do Fed

Os economistas do Goldman Sachs (GS) revisaram suas perspectivas para o rumo dos juros nos EUA, prevendo um curso constante de cortes nas taxas a partir de março.

A equipe de economistas do Goldman, liderada por Jan Hatzius, antecipa que o indicador de inflação preferido do Fed – o núcleo do índice de preços PCE, que exclui custos voláteis de alimentos e energia – desacelerará para 2,1% até o final do próximo ano, atendendo efetivamente à meta de 2% do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).

“Diante do retorno mais rápido [da inflação] à meta, agora esperamos que o Fomc os juros corte mais cedo e de maneira mais rápida”, escreveu a equipe do Goldman em uma nota na quarta-feira.

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O Goldman prevê agora reduções de 0,25pp em março, maio e junho, com movimentos adicionais em uma base trimestral. O banco de Wall Street anteriormente previa que o Fed começaria a reduzir as taxas apenas no quarto trimestre de 2024, com apenas um movimento no próximo ano.

Os economistas esperam que o afrouxamento do Fed termine quando a taxa de referência atingir uma faixa-alvo de 3,25% a 3,5%. A faixa atual, mantida na decisão de política do Fed de quarta-feira, é de 5,25% a 5,5%.

3. Mercados

Ações e títulos avançam nesta quinta-feira, após o Federal Reserve sinalizar cortes nas taxas de juros no próximo ano, desencadeando um impulso otimista nos mercados, em meio à esperança de que as pressões inflacionárias estejam diminuindo.

O índice Stoxx 600, da Europa, chegou a subir até 1,7%, com ações mais sensíveis às taxas de juros (como no setor imobiliário) em recuperação, liderando os ganhos.

As ações na Alemanha e na França atingiram novos picos históricos. Os futuros do Nasdaq 100 também subiam, preparando o índice para uma tentativa de fechar em níveis recordes. Contratos futuros do S&P 500 subiam depois que o índice encerrou a quarta-feira a menos de 2% de sua máxima histórica.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Waack: ‘É a politização do STF que estava em jogo no circo armado no Senado para a sabatina de Dino’

Folha de S. Paulo: Dino será 1º ministro no STF desde a redemocratização antes eleito para o Executivo

O Globo: Dino no STF: ministro herda 344 ações, incluindo CPI da Covid, Bolsonaro e Juscelino Filho

Valor Econômico: Economistas veem Copom ‘datado’ após reunião do Fed

5. Agenda

Brasil:

  • 9h: Vendas no Varejo

Zona do Euro:

  • 10h15: Taxa de Facilidade Permanente de Depósito
  • 10h15: Decisão da Taxa de Juros
  • 10h45: Coletiva de Imprensa do BCE
  • 11h45: Relatório Mensal do BCE
  • 12h15: Discurso de Christine Lagarde, Presidente do BCE

Estados Unidos:

  • 10h30: Pedidos semanais de auxílio-desemprego
  • 10h30: Vendas no Varejo
  • 12h: Nível de Estoques do Varejo excluindo Automóveis
  • 13h30: Atlanta Fed GDPNow
  • 18h30: Fed’s Balance Sheet

China:

  • 22h30: Preços de Imóveis
  • 23h: Investimento em Ativos Fixos
  • 23h: Produção Industrial
  • 23h: Vendas no Varejo
  • 23h: Taxa de Desemprego

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