Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quarta-feira

Investidores nesta quarta-feira (20) ficam de olho em decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos

Banco Central de Brasil en Brasilia
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Bloomberg Línea — A Super Quarta chegou e hoje (20) os investidores monitoram as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Por aqui, a expectativa unânime é a de que o corte de 0,50 ponto percentual na Selic seja mantido e a taxa chegue a 10,75% ao ano. Nos EUA, o Fed deve manter as taxas no intervalo entre 5,25% e 5,50%.

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No Reino Unido, a inflação caiu mais acentuadamente do que o esperado para o nível mais baixo em dois anos e meio, fortalecendo as expectativas dos investidores de que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) poderá reduzir os custos de empréstimos nos próximos meses.

O Índice de Preços ao Consumidor subiu 3,4% em fevereiro em relação ao ano anterior, em comparação com o ritmo de 4% do mês anterior, informou o Escritório de Estatísticas Nacionais na quarta. O número foi menor do que a mediana de 3,5% prevista por economistas e pelo BOE, embora estivesse em linha com a previsão da Bloomberg Economics.

Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (20):

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1. Copom

O Copom deve cortar a taxa Selic pela sexta vez seguida, para 10,75% ao ano hoje no fim da tarde, com previsão de anúncio às 18h, segundo a expectativa unânime do mercado.

Analistas esperam que o Banco Central (BC) adote uma sinalização mais cautelosa diante dos dados mais fortes de atividade e pressão recente dos preços de serviços. Alguns veem a possibilidade de ser encerrada já nesta semana a indicação de cortes no mesmo ritmo de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões.

Desde o início do atual ciclo de alívio monetário, em agosto passado, o Copom manteve o trecho do comunicado segundo o qual os membros do comitê anteveem “redução de mesma magnitude nas próximas reuniões”, no plural.

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Agora, bancos como Goldman Sachs (GS), Bradesco (BBDC4) e JPMorgan (JPM) enxergam a possibilidade de alteração do trecho, que foi interpretado desde então como sinal de que pelo menos dois cortes posteriores estavam assegurados. Itaú e Santander estão entre as casas que esperam sinalização mantida.

2. Juros nos EUA

O Federal Reserve provavelmente evitará sinalizar um corte nas taxas de juros iminente no comunicado desta quarta à tarde, mantendo o foco na inflação persistente enquanto monitora a taxa de desemprego que está lentamente aumentando.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) está preparado para manter as taxas em uma faixa de 5,25% a 5,5% em sua reunião de política de dois dias, o que representa o maior patamar em duas décadas, alcançado pela primeira vez em julho passado.

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A decisão sobre a taxa e as previsões econômicas serão divulgadas às 15h. O presidente Jerome Powell realizará uma entrevista coletiva de imprensa 30 minutos depois.

Os funcionários do Fed estão relutantes em diminuir os custos de empréstimos até estarem certos de que a inflação está se aproximando de 2% ao ano, a taxa que consideram apropriada para uma economia saudável. Mas um recente aumento na taxa de desemprego para o maior nível em dois anos significa que eles precisarão equilibrar sua atenção tanto nos preços quanto no mercado de trabalho.

3. Mercados

As ações recuaram nesta manhã enquanto os traders aguardam a decisão sobre as taxas de juros do Federal Reserve para avaliar se as autoridades se mantêm fiéis à sua perspectiva de cortes.

O índice Stoxx 600 da Europa caiu 0,3%, enquanto os contratos futuros para o S&P 500 permaneceram estáveis após atingirem uma alta recorde na terça. O índice Bloomberg do dólar avançou pela quinta sessão consecutiva. Os rendimentos dos títulos do Tesouro de dez anos pouco mudaram, em torno de 4,28%.

No Japão, o iene caiu para o nível mais fraco desde 2008 em relação ao euro, especulando-se que o Banco do Japão manterá sua política monetária acomodatícia mesmo depois de encerrar nesta semana o último regime de taxas de juros negativas do mundo. Contra o dólar, o iene está se aproximando de um nível não visto desde 1990.

4. Manchetes dos principais jornais

Estado de S. Paulo: JBS encara novos entraves para negociar ações nos EUA; entenda levante internacional contra grupo

Folha de S. Paulo: Governo planejou pedido de desculpas nos 60 anos do golpe antes de veto de Lula

O Globo: Pesquisa Genial/Quaest: como o mercado financeiro avalia Lula, Haddad e juros

Valor Econômico: Governo quer emenda parlamentar para investir

5. Agenda

Zona do Euro:

  • 10h45: Pronunciamento de Isabel Schnabel, do BCE

Estados Unidos:

  • 11h30: Estoques de Petróleo Bruto
  • 11h30: Estoques de Petróleo em Cushing
  • 15h: Projeção de taxa de juros
  • 15h: Projeções Econômicas d0 FOMC
  • 15h: Declaração do FOMC
  • 15h: Taxa-alvo dos Fed Funds
  • 15h30: Coletiva de Imprensa do FOMC

Brasil:

  • 18h: Taxa de Juros Selic