Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quarta-feira

Investidores ficam de olho nesta quarta-feira (1º) em decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos e monitoram situação de empresas no mundo

Presidente de la Reserva Federal, Jerome Powell, durante una conferencia de prensa
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Bloomberg Línea — Os investidores monitoram de perto nesta quarta-feira (1º), véspera de feriado no Brasil, as decisões dos juros por aqui e nos Estados Unidos.

A expectativa para a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) é de que as taxas sigam inalteradas. Para o Banco Central (BC) brasileiro, é previsto que a taxa Selic seja reduzida em 0,50 ponto percentual pela 3ª vez consecutiva.

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No cenário político, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Jair Bolsonaro inelegível para se candidatar ou ocupar cargos públicos pela segunda vez, ao decidir que o ex-presidente abusou de seu poder durante as celebrações do Dia da Independência do ano passado.

Na cena corporativa, a WeWork planeja pedir recuperação judicial e isso pode acontecer já na próxima semana, segundo noticiou o jornal Wall Street Journal.

A empresa que consagrou o modelo de compartilhamento de escritórios no mundo teve uma das trajetórias mais dramáticas do último boom de startups: chegou a alcançar uma avaliação de US$ 47 bilhões em 2019, antes de uma tentativa desastrosa de oferta pública inicial (IPO) e de enfrentar desafios ao seu modelo de coworking durante a pandemia.

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Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (1º):

1. Copom

O mercado espera que o Banco Central reduza a taxa Selic em 0,50 ponto percentual pela 3ª vez seguida nesta quarta, para 12,25%, e mantenha a sinalização sobre cortes futuros, pelo menos para dezembro.

Analistas não descartam, no entanto, um tom mais cauteloso em meio à disparada dos juros com as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o fiscal e diante da pressão recente dos rendimentos dos treasuries dos EUA.

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Alguns analistas consideram que, diante dos fatos recentes, o BC poderá adotar um tom mais cauteloso com o fiscal.

Os economistas consideram ainda que o BC poderá reconhecer maior risco diante da elevação das taxas dos títulos americanos e da alta do petróleo com o conflito no Oriente Médio. A cautela externa motivou a redução do ritmo de corte de juros do banco central do Chile na semana passada.

2. Decisão do Fed

O mercado espera que o Federal Reserve mantenha as taxas de juros inalteradas nesta quarta, deixando aberta a possibilidade de outro aumento em dezembro.

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Economistas preveem que a taxa permanecerá dentro da faixa de 5,25% a 5,5%, um nível atingido pela primeira vez em julho.

O presidente do Fed, Jerome Powell, que realizará uma coletiva de imprensa após a decisão, indicou que os líderes do Fed prefeririam esperar para avaliar o impacto dos aumentos anteriores na economia, à medida que se aproxima o final de sua campanha de elevação das taxas.

3. Mercados

Os futuros de ações dos EUA recuam e os títulos do Tesouro têm pequenos ganhos antes da decisão de política monetária nos Estados Unidos e do novo plano de endividamento do governo americano. Contratos do S&P 500 e do Nasdaq 100 futuros caíam cerca de 0,4% por volta das 8h50 (horário de Brasília).

As ações da WeWork chegaram a cair até 42% nesta manhã em Nova York, antes da abertura dos mercados, após o Wall Street Journal relatar que a empresa planeja entrar com pedido de recuperação judicial já na próxima semana.

Na Ásia, os mercados japoneses enfrentaram mais um dia de forte volatilidade, com autoridades emitindo advertências sobre o iene e intervindo no mercado de títulos. O índice de ações asiáticas avançou 1%, liderado por ações japonesas.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Verba de ministro de Lula banca obras com suspeita de irregularidades

Folha de S. Paulo: Estrangeiros poderão deixar Gaza; Brasil ainda espera vez

O Globo: Estrangeiros deixam Gaza e cruzam fronteira para o Egito; brasileiros não estão na lista

Valor Econômico: Mudança de meta representa duro golpe para arcabouço fiscal, dizem economistas

5. Agenda

Brasil

  • 9h: Produção Industrial
  • 10h: PMI Industrial S&P Global
  • 14h30: Fluxo Cambial Estrangeiro
  • 18h00: Decisão do Copom sobre a taxa de juros

Estados Unidos

  • 9h30: Variação de Empregos Privados ADP
  • 10h45: PMI Industrial
  • 11h: Índice ISM de Emprego no Setor Manufatureiro
  • 11h: PMI Industrial ISM
  • 11h: Preços no Setor Manufatureiro ISM
  • 11h: Ofertas de Emprego JOLTs
  • 11h30: Estoques de Petróleo Bruto
  • 11h30: Estoques de Petróleo em Cushing
  • 15h: Anúncio das taxas de juros do Fomc
  • 15h30: Coletiva de Imprensa do Fomc

-- Com informações da Bloomberg News

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