Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quarta-feira

Aumento do rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA segue no radar, enquanto dados de emprego são acompanhados na maior economia do mundo

Prédio da bolsa de valores brasileira B3, em São Paulo
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Bloomberg Línea — Com os investidores analisando o selloff global de ações e o forte avanço dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos no dia anterior, as atenções estarão hoje nos dados de emprego do setor privado nos EUA.

Uma aversão global ao risco tem contribuído para queda das bolsas ao redor do mundo e avanço dos títulos do Tesouro dos EUA, cujos títulos de 10 e 2 anos renovaram máximas.

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Por aqui, os números do PMI de serviços e do fluxo cambial semanal estão na agenda do dia.

Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (4):

1. Saída do estrangeiro da B3

Em setembro, uma combinação de juros elevados, preocupação com o cenário fiscal e cautela global em meio ao avanço das taxas nos Estados Unidos contribuíram para uma aversão ao risco e para a saída de recursos da bolsa brasileira.

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O mês passado foi o segundo consecutivo de saída de recursos de investidores estrangeiros, com resgates líquidos de R$ 1,7 bilhão, segundo dados da B3. Em agosto, a saída líquida totalizou R$ 13,2 bilhões.

No acumulado do ano até setembro, o saldo positivo do grupo caiu para R$ 9,9 bilhões, dos cerca de R$ 25 bilhões registrados até o final de julho.

2. EUA e juros

Traders seguem tentando prever os próximos passos do Federal Reserve no movimento de aperto monetário enquanto repercurtem falas de membros do Fed de que as taxas de juros deverão permanecer mais altas por mais tempo.

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Na terça (3), Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, disse que o Fed deveria manter as taxas de juros elevadas por mais tempo para trazer a inflação de volta à meta de 2%.

“Não estou com pressa para aumentar, mas também não estou com pressa para reduzir”, disse Bostic na terça-feira (3) em um evento em Atlanta, referindo-se à taxa de juros de referência do banco central dos EUA. “Quero que a mantenhamos. Acho que é a coisa certa a fazer, por um longo período.”

Os funcionários do Fed estão tentando decidir se precisam elevar sua taxa de juros novamente após tê-la aumentado em mais de 5 pontos percentuais nos últimos 18 meses. Em sua última reunião de política em setembro, eles deixaram a taxa inalterada, embora tenham sinalizado que outro aumento em 2023 pode ser apropriado.

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As taxas de juros de longo prazo têm aumentado desde a reunião de setembro, à medida que os mercados se ajustam à mensagem do Fed de que a taxa provavelmente permanecerá alta por mais tempo do que anteriormente previsto. O rendimento dos títulos do Tesouro de 30 anos subiu acima de 4,85% na terça-feira, atingindo os níveis mais altos desde 2007.

3. Mercados

A onda vendedora global se estabilizou nesta quarta-feira (4), com os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA encontrando apoio firme e o dólar enfraquecendo de uma máxima de 10 meses.

As ações europeias passaram de perdas a ganhos, enquanto os futuros do S&P 500 operavam estáveis nesta manhã, após o índice de ações americano atingir o nível mais baixo em quatro meses na terça-feira (3).

Os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos, referência para o custo global de capital, permaneceram próximos ao nível de 4,8% após subirem 30 pontos-base nesta semana.

A última “pernada” do selloff foi impulsionada pelos dados de emprego dos EUA melhores do que o esperado na terça-feira, bem como por uma série de comentários hawkish (favoráveis ao aumento das taxas de juros) de autoridades do Federal Reserve.

À medida que aumentam as apostas de que as taxas de juros dos EUA podem subir ainda mais das atuais máximas de 22 anos, os rendimentos dos títulos de 30 anos sobem e chegaram a tocar os 5% pela primeira vez desde 2007.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Vera Rosa: Lula atuou em operação para banco emprestar US$ 1 bilhão à Argentina e barrar avanço de Javier Milei

Folha de S. Paulo: Relator reduz taxação de ganhos acumulados em fundos offshore e de super-ricos

O Globo: PF avança em evidências sobre ação infiltrada de ‘kids pretos’, tropa de elite do Exército, no 8/1

Valor Econômico: Ibovespa tem em setembro pior volume em 14 meses

5. Agenda

Na agenda do dia, destaque no Brasil para o PMI de serviços às 10h (horário de Brasília) e o fluxo cambial semanal (14h30). Já nos EUA, os dados de emprego do setor privado ADP serão acompanhados às 9h15. Ainda por lá, o PMI de serviços, as encomendas à indústria e o ISM de serviços saem às 11h, enquanto os estoques de petróleo são divulgados às 11h30.

-- Com informações da Bloomberg News

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