Bloomberg — As ações na Ásia estavam preparadas para uma abertura mista nesta segunda-feira (11), com os investidores aguardando os dados de inflação dos Estados Unidos (previstos para o dia seguinte), que deverão mostrar uma desaceleração adicional nos preços. Dados do Japão também devem ser divulgados nesta semana.
Os futuros dos índices de referência de ações na Austrália e no Japão caíram, enquanto os de Hong Kong subiram ligeiramente. Os movimentos seguem-se a um final de semana pessimista nos Estados Unidos, onde o S&P 500 caiu 0,7%, e o Nasdaq 100, que é mais sensível à política monetária, recuou 1,5%.
As moedas permaneceram estáveis na manhã de segunda-feira na Ásia, depois que um índice do dólar terminou a semana passada em queda de 1%, pior retração semanal desde dezembro. O declínio refletiu parcialmente a força renovada do iene. A moeda japonesa subiu 2% na semana passada, o seu melhor valor desde julho de 2023, devido ao aumento das especulações de que o Banco do Japão irá por fim à sua política de taxas de juro negativas.
“Talvez o Japão esteja finalmente saindo deste vórtice deflacionário e isso poderá ter implicações profundas nos ativos japoneses”, disse Paresh Upadhyaya, diretor de renda fixa e estratégia cambial da Amundi Asset Management. Ele acrescenta que isso apoiará o iene através de fluxos de repatriação principalmente para ações.
Os dados do Japão, incluindo os números do produto interno bruto, ajudarão a esclarecer melhor a economia japonesa e o caminho a ser seguido pelo banco central. Em outras partes da Ásia, os relatórios chineses sobre novos empréstimos e oferta de moeda poderão ser divulgados já na segunda-feira, enquanto os mercados estão fechados na Indonésia.
Os números do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos na terça-feira dominarão os relatórios de dados econômicos desta semana. O indicador básico de preços deverá subir 0,3% em fevereiro em relação ao mês anterior e 3,7% na comparação anual -- o que seria o menor aumento anual desde abril de 2021.
Uma maior moderação nos preços nos Estados Unidos apoiaria a narrativa de desinflação que, em geral, permanece intacta, apesar de um retrocesso no número de cortes de taxas do Federal Reserve esperados para este ano. Os preços dos swaps mostram que três cortes estão previstos para 2024, abaixo dos seis no início do ano.
Os dados de emprego nos Estados Unidos da semana passada pouco fizeram para mudar essa perspectiva. A taxa de desemprego atingiu o nível máximo em dois anos, mesmo com o número de novos empregos criados excedendo as estimativas. O sinal misto aponta para um arrefecimento lento do mercado de trabalho que, por enquanto, apoia as expectativas de um soft landing na economia norte-americana.
O relatório de emprego “não representava necessariamente um sinal de ‘tudo claro’ para o Fed, mas também não parecia haver nada nele que pudesse inviabilizar o seu plano de corte de taxas de juros”, disse Chris Larkin da E*Trade, do Morgan Stanley.
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