Bloomberg — As ações globais operam em queda nesta quarta-feira (2) diante da escalada das tensões entre EUA e Irã, que impulsiona o petróleo e reforça as expectativas de alta de juros em setembro nas principais economias.
O petróleo Brent oscilou perto de US$ 95 o barril depois que os EUA realizaram sua segunda rodada de ataques contra a República Islâmica em três dias. Os títulos recuaram na Europa e na Ásia. Os rendimentos dos Treasuries de 30 anos ficaram em torno de 5,29%, próximos da máxima em 19 anos atingida antes de o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ampliar um programa de recompra para conter os custos dos empréstimos de longo prazo.
Os futuros do S&P 500 caíram 0,3%, após três sessões consecutivas de perdas. As fabricantes de chips ficaram sob pressão nas negociações do pré-mercado. As ações da Dell Technologies Inc. avançaram após uma projeção robusta de receita. O Stoxx 600 europeu recuou 0,6%, enquanto as bolsas asiáticas tiveram a maior queda em duas semanas. O dólar apresentou pouca variação.
A nova alta dos preços da energia intensifica as preocupações com a persistência da inflação e eleva o prêmio exigido pelos investidores para comprar títulos, que já sofrem pressão dos elevados gastos dos governos e da demanda das empresas por financiamento. Os operadores atribuem probabilidade superior a 50% a aumentos dos juros neste mês por três grandes bancos centrais, incluindo quase 70% de chance no caso do Federal Reserve.
“O novo cenário-base parece ser que o Fed, afinal, elevará os juros em setembro”, escreveu Chris Turner, do ING Groep NV. “O presidente do Fed, Kevin Warsh, deixou razoavelmente claro que a inflação não está caindo com rapidez suficiente em direção à meta e, diante de uma economia relativamente forte, o Fed precisará agir.”

🔘 As bolsas ontem (01/09): Dow Jones Industrials (-0,79%), S&P 500 (-0,71%), Nasdaq Composite (-1,03%), Stoxx 600 (-0,56%), Ibovespa (+1,30%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de quarta-feira (2 de setembro):
- Escalada no Estreito de Ormuz. Os EUA voltaram a atacar alvos na costa iraniana, levando Teerã a retaliar contra bases americanas no Oriente Médio. A escalada renovou os temores sobre o fluxo de petróleo pelo estreito e levou o Brent a superar US$ 97 o barril.
- BP escolhe Ian Tyler para presidir conselho. A petroleira nomeou o atual presidente interino para o cargo após a saída de Albert Manifold em maio. A decisão ocorre enquanto a CEO Meg O’Neill avança na venda de ativos e na redução da dívida para tentar recuperar o desempenho da companhia.
- O alerta do CEO do Deutsche Bank. Christian Sewing disse que o avanço do populismo pode afastar investimentos e trabalhadores qualificados da Alemanha. A declaração ocorre antes da eleição na Saxônia-Anhalt, onde a AfD, de extrema direita, lidera as pesquisas com 42% das intenções de voto.
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-- Com informações da Bloomberg News.
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