Ações e títulos dos EUA se recuperam antes de divulgação de dados da inflação no país

Mercados têm alívio com recuo do preço do petróleo e agem com cautela enquanto aguardam o relatório do IPC básico de agosto para obter o sinal mais claro até o momento sobre se o Federal Reserve aumentará as taxas de juros na próxima semana

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Bloomberg — As ações e os títulos do Tesouro dos EUA tiveram um certo alívio com a queda nos preços do petróleo, enquanto os operadores aguardam o relatório de inflação dos EUA de agosto para obter o sinal mais claro até o momento sobre se o Federal Reserve aumentará as taxas de juros na próxima semana.

Após o aumento dos rendimentos e uma alta no preço do petróleo bruto, que levaram o S&P 500 a enfrentar sua pior semana desde junho, os contratos futuros do índice se recuperaram em 0,6%.

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A Oracle registrou alta de 7% no início do pregão, à medida que suas apostas em projetos de centros de dados mostravam sinais de que estavam valendo a pena. O Stoxx 600 europeu subiu 0,5%.

O petróleo Brent caiu para cerca de US$ 104 por barril, embora continuasse a caminho de um salto de quase 9% desde segunda-feira. Os rendimentos dos títulos do Tesouro caíram, liderados pelos prazos mais curtos. O dólar praticamente não se alterou.

Os operadores estão nervosos à espera dos dados de inflação desta sexta-feira, em um momento em que as preocupações com as pressões sobre os preços impulsionadas pelo petróleo levaram os rendimentos globais dos títulos a níveis não vistos há anos.

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Os mercados monetários elevaram as chances de um aumento das taxas em setembro para quase 70%, com a convicção de que as autoridades terão dificuldade em justificar o adiamento do aperto monetário.

Economistas esperam que o índice de preços ao consumidor tenha subido 0,4% em agosto, uma aceleração em relação ao mês anterior, em parte devido aos custos mais elevados da gasolina. Excluindo os componentes voláteis de energia e alimentos, projeta-se que o IPC básico tenha subido uma taxa mais moderada de 0,2%.

Um resultado em linha com as expectativas “não impediria um aumento na próxima semana”, observou o estrategista do Barclays, Emmanuel Cau. “Embora um aumento possa pesar sobre as ações inicialmente, uma maior clareza na política monetária pode, em última instância, ser recompensada.”

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Os mercados asiáticos acompanharam os movimentos dos EUA nesta quinta-feira. O índice de ações da MSCI Inc. para a região caiu 1,3%, com o Nikkei 225 do Japão recuando 1,9%. O rendimento dos títulos de três anos da Austrália subiu até 20 pontos-base, para 5,05% — seu nível mais alto desde 2011 —, enquanto o rendimento dos títulos de dois anos da Nova Zelândia subiu 25 pontos-base.

Os mercados nesta sexta-feira (11)
🔘 As bolsas ontem (10/09): Dow Jones Industrials (-0,60%), S&P 500 (-0,58%), Nasdaq Composite (-0,65%), Stoxx 600 (-0,69%), Ibovespa (+1,42%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de sexta-feira (11 de setembro):

- Resultados positivos para IA. O negócio de computação em nuvem da Oracle cresceu 121%, para US$ 7,4 bilhões, um avanço mais rápido do que os analistas projetavam, em um sinal de que as apostas da empresa em projetos de data centers de IA estão dando frutos.

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- Avanço automotivo da China. Pequim estabeleceu a meta de que 70% dos carros novos sejam veículos elétricos ou híbridos até 2030, conforme o mais recente plano quinquenal para o setor automotivo. O governo definiu a meta de que suas montadoras estejam entre as 10 maiores do mundo e tenham maior influência na definição de padrões globais.

- Expectativa de manutenção no Fed. A maioria dos economistas acredita que o Federal Reserve manterá as taxas de juros inalteradas na reunião deste mês e até o final de 2027, mesmo com o aumento das expectativas do mercado quanto a um aumento das taxas, de acordo com uma pesquisa da Bloomberg.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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