Brasil, México e Colômbia lideram alta de habitação na América Latina, segundo estudo

Segundo a Knight Frank, países latino-americanos figuram entre os 20 maiores aumentos globais no preço da habitação em 2025

O Brasil aparece na 18ª posição, com um aumento de 6,9%, seguido na América Latina pelo Chile (32ª posição, com um aumento de 3,5%).
30 de Janeiro, 2026 | 02:14 PM

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Bloomberg Línea — Colômbia, México e Brasil estão entre os países latino-americanos onde o preço de habitação aumentou mais globalmente no terceiro trimestre de 2025, de acordo com o relatório Global House Price Index, divulgado nesta quinta-feira (29) pela consultoria Knight Frank.

Em termos nominais, a Colômbia ocupa a 11ª posição entre 55 países analisados no mundo, com um aumento nos preços de habitação de 9,5% nos últimos 12 meses, seguida pelo México na 12ª posição, com um aumento de 8,9%.

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O Brasil aparece na 18ª posição, com um aumento de 6,9%, seguido na América Latina pelo Chile (32ª posição, com um aumento de 3,5%).

Em contrapartida, o Peru registrou uma contração de 2,9% no mesmo período, ficando na 53ª posição.

A inflação geral no Peru fechou 2025 em 1,5%, seu nível mais baixo em oito anos, de acordo com um relatório da instituição financeira Scotiabank.

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Globalmente, o relatório mostrou que a Turquia voltou a liderar o índice com um crescimento nominal anual de 32,2% nos preços de habitação, “embora a elevada inflação deixe o crescimento real em -0,8%”.

O país é seguido na lista mundial pela Macedônia do Norte ( 25,1%), Portugal (17,7%), Bulgária (15,4%), Hungria ( 15,1%), Croácia (13,8%), Espanha (12,1%), Eslováquia (11,7%), República Tcheca (9,9%) e Índia ( 9,6%).

No outro extremo da tabela, a Finlândia registrou a maior queda anual, com -9,5%, e a China continental (-5,5%) e o Canadá (-2,6%) também tiveram quedas significativas, detalha o relatório.

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O crescimento dos preços das moradias acelerou em termos nominais a nível global no terceiro trimestre de 2025, à medida que a inflação continua pressionando o poder de compra das famílias, de acordo com o relatório da empresa Knight Frank.

“O crescimento nominal voltou a subir à medida que os bancos centrais se inclinam para cortes”, afirma Liam Bailey, diretor global de pesquisa da Knight Frank.

O aumento médio anual dos preços das moradias foi de 2,4% nesse período no grupo dos 55 mercados imobiliários analisados, acima dos 2,2% do segundo trimestre.

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“Apesar dos resultados nominais mais sólidos, o crescimento real dos preços imobiliários a nível mundial continua a ser ligeiramente negativo, com -0,1% em termos homólogos no terceiro trimestre de 2025”, detalhou a Knight Frank.

Isso pode indicar que o aumento dos preços não compensa a inflação, que continua a corroer o poder aquisitivo e a criar barreiras ao acesso à habitação. Isso apesar da queda das taxas de juros oficiais, como tem ocorrido nas principais economias do planeta.

De acordo com os dados compilados no relatório, durante o terceiro trimestre, os bancos centrais dos países analisados não aplicaram aumentos nas taxas e realizaram 27 cortes líquidos (6 em julho, 9 em agosto e 12 em setembro), “prolongando a fase de flexibilização que começou no início do ano”.

Onde é mais caro comprar uma casa?

Os preços das moradias nas principais cidades da América Latina aumentaram tanto em dólares quanto em moeda local em setembro passado, mesmo após o ajuste pela inflação, de acordo com o último relatório da Escola de Negócios a da Universidade Torcuato Di Tella.

Em setembro passado, o preço regional do metro quadrado aumentou 6,2% em dólares e 1% em moeda local real (por metro quadrado), de acordo com o Relevamento Imobiliário da América Latina (RIAL).

Ajustados à inflação, os preços por metro quadrado nas principais cidades da América Latina aumentaram 4,5% nesse período, de acordo com o relatório publicado pelo Centro de Pesquisa em Finanças (CIF) da Escola de Negócios da Universidade de Toronto ( ), em conjunto com o portal de classificados online Zonaprop.

De acordo com os autores do relatório, a pesquisa indica o preço por metro quadrado dos apartamentos em bairros de 12 cidades de 7 países da América Latina que são comparáveis aos bairros de Barrio Norte, Belgrano, Caballito e Recoleta, em Buenos Aires.

O cálculo é feito com base no preço solicitado nos anúncios de venda em sites, principalmente pertencentes ao Grupo QuintoAndar.

De acordo com o relatório, as cidades com o metro quadrado mais caro da região são Montevidéu (US$ 3.209), Cidade do México (US$ 2.909), Monterrey (US$ 2.787), Guadalajara (US$ 2.717) e Buenos Aires (US$ 2.622).

Buenos Aires posicionou-se como a quinta cidade mais cara da América Latina desde setembro de 2024 para a compra de imóveis, em meio às pressões que os preços sofrem na região.

Entretanto, as cidades com o metro quadrado mais acessível são Quito (US$ 1.200), Rosário (US$ 1.733), Córdoba (US$ 1.750) e Panamá (US$ 1.881).