‘O Diabo Veste Prada 2’ desbanca ‘Michael’ e domina bilheteria na estreia no Brasil

Sequência da Disney com Meryl Streep e Anne Hathaway abre em primeiro no Brasil, leva 2,2 milhões aos cinemas e movimenta o varejo dentro dos shoppings. Nos EUA, abertura de US$ 77 milhões inaugura temporada de verão de Hollywood

Meryl Streep retoma o papel de Miranda Priestly, a temida editora-chefe da revista Runway, em cena de O Diabo Veste Prada 2. Vinte anos após o original, a personagem volta a comandar o universo da moda — e as bilheterias.

Bloomberg Línea — O Diabo Veste Prada 2, distribuído pela Walt Disney, estreou no topo do ranking brasileiro e desbancou Michael, da Universal, que liderava as bilheterias desde seu lançamento.

Em três dias de exibição o filme arrecadou R$ 55,11 milhões e levou 2,20 milhões de espectadores às salas no país, segundo dados divulgado nesta segunda-feira (4) pela empresa global de medição de audiência Comscore, referentes ao período de 30 de abril a 2 de maio,

PUBLICIDADE

A cinebiografia sobre o Rei do Pop, em sua segunda semana de circuito, teve queda de 13% e ficou em segundo lugar com R$ 29,07 milhões e 1,20 milhão de público.


Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.


A estreia também provocou efeito no fluxo de visitantes em shoppings centers. Em São Paulo, marcas aproveitaram a presença principalmente do público feminino para realizar ações de marketing como a distribuição de amostras grátis como de cosméticos na saída das salas.

PUBLICIDADE

A bilheteria total dos dez primeiros colocados no ranking semanal da Comscore somou R$ 92,54 milhões no fim de semana, com público acumulado de 3,77 milhões.

Leia mais: Economia da nostalgia: ícones do pop do passado monetizam catálogo, de shows a cinema

O desempenho brasileiro acompanha o fenômeno global e ganha contornos ainda mais relevantes em razão do calendário norte-americano.

PUBLICIDADE

A estreia de O Diabo Veste Prada 2 marca a abertura da temporada de verão nos EUA, período historicamente mais importante para a indústria cinematográfica e que concentra os maiores blockbusters do ano, incluindo a aguardada nova fase da saga Star Wars, com o lançamento de The Mandalorian and Grogu, que deve movimentar bilheterias e licenciamentos nas próximas semanas.

Nesse cenário competitivo, a sequência da Disney teve abertura expressiva. De acordo com a Variety, a sequência estrelada por Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci estreou nos EUA com US$ 77 milhões, superando com folga o desempenho do primeiro filme, lançado em 2006, que abriu com US$ 27,5 milhões.

No mercado internacional, O Diabo Veste Prada 2 somou outros US$ 156,6 milhões, totalizando US$ 233,6 milhões em bilheteria global apenas no fim de semana de estreia.

PUBLICIDADE

A revista também destaca que Michael manteve performance sólida nos EUA com US$ 54 milhões em sua segunda semana, uma queda de apenas 44%, e já acumula US$ 183,8 milhões na América do Norte e US$ 423 milhões em todo o mundo. Produzido por cerca de US$ 100 milhões pelo 20th Century Studios, o longa de David Frankel deve ultrapassar a arrecadação total da versão original em poucas semanas.

Leia mais: De Gabriela Hearst a Balkanica: as marcas latino-americanas em ‘O Diabo Veste Prada 2’

Completando o pódio brasileiro, Super Mario Galaxy: O Filme, da Universal, segue firme em sua quinta semana com R$ 5,62 milhões adicionais e renda acumulada de R$ 88,09 milhões.

Em quarto lugar, Devoradores de Estrelas, da Sony, arrecadou R$ 732,73 mil em sua sétima semana.

‘Zico’ estreia em quinto lugar

As estreias nacionais também marcaram presença no top 10: Zico, o Samurai de Quintino, da Downtown Filmes, abriu na quinta posição com R$ 635,70 mil, enquanto 2DIE4- 24 Horas No Limite, da 02Play, e Exit 8, da Paris Filmes, ocuparam a oitava e a nona colocações.

Fechando a lista, Velhos Bandidos, da Downtown/Paris, mantém carreira consistente em sua sexta semana de exibição, com renda acumulada de R$ 8,91 milhões.

O resultado reforça uma tendência observada nos últimos meses: o público feminino voltou a movimentar as bilheterias com força, transformando dramédias (filmes que combinam elementos de drama e comédia) em produtos comerciais e em oportunidades concretas de ativação de marca para o varejo de cosméticos, moda e beleza dentro dos shoppings.

Leia também

Brasil entrou na rota de expansão de marcas de luxo globais, diz CEO do Iguatemi