Bloomberg Línea — Definitivamente, não será mais apenas o azul cerúleo nem as botas da Chanel: no aguardado filme ‘O Diabo Veste Prada 2′, marcas criadas na América Latina, como a peruana Balkanica ou a Amor y Mezcal, fazem parte da história.
Duas décadas após a estreia do filme que mostrou um olhar mordaz sobre a indústria editorial e da moda, a sequência chega para reunir Miranda Priestly (Meryl Streep), Andy Sachs (Anne Hathaway) e Emily Charlton em uma nova era marcada pela revolução digital.
Nesta temporada, a moda funciona como uma linguagem narrativa que reflete a evolução dos personagens. A figurinista Molly Rogers ficou encarregada de criar uma estética que transmitisse a ideia de mudança sem cair em tendências passageiras.
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“As peças não deveriam fazer parte de uma tendência”, explicou ela nas notas de produção. “Tive que deixar de lado peças que sabia que não resistiriam ao passar do tempo nos próximos vinte anos.”
Rogers apostou em marcas de renome como Dries Van Noten, Dolce & Gabbana, a espanhola Loewe, Jean-Paul Gaultier ou Tom Ford. Mas também recorreu a acessórios de marcas criadas na América Latina.
“Faço tudo o que posso para conhecer pessoas da América do Sul; acredito que há coisas maravilhosas lá e pessoas muito criativas”, disse ele em entrevista ao El Clarín.
Em uma das 47 trocas de roupa de Hathaway, sua personagem exibe um look de verão que tem como destaque um vestido longo com apliques coloridos da Gabriela Hearst, a marca homônima da estilista uruguaia que se tornou a favorita de celebridades como Angelina Jolie e Meghan Markle.
O visual de Hathaway é complementado por um gorro da Amor y Mezcal, marca fundada por Marianna Di Tommaso e conhecida por seus acessórios criados por artesãos do Equador e da Colômbia.
Entre as diversas opções da atriz, também estavam sapatos da Aquazzura, a marca italiana fundada e dirigida pelo colombiano Edgardo Osorio.
Outra aposta é a marca peruana Balkanica, uma empresa independente que tem chamado a atenção por seus tecidos e estampas inspirados no legado pré-hispânico do país.
Uma blusa da marca, fundada por Tania Jelicic, aparece em um dos looks de Emily (Emily Blunt), que foi amplamente fotografada durante as filmagens. “Todas as roupas da Emily no primeiro filme vieram da (loja de descontos) Century 21. Desta vez, todos queriam vesti-la”, contou Rogers.
Por sua vez, Meryl Streep teve cerca de 28 trocas de figurino no filme. Para sua personagem, Rogers se inspirou em Karl Lagerfeld para criar uma espécie de “uniforme”, recorrendo a marcas como Gabriela Hearst e Carolina Herrera. Em um dos momentos-chave, um modelo desta última é combinado com um casaco de noite com strass da Armani Privé, em homenagem ao falecido estilista italiano.
“O Diabo Veste Prada 2” estreia nos cinemas da América Latina no dia 30 de abril.









