Bloomberg — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve sua vantagem sobre o candidato Flávio Bolsonaro às vésperas das eleições de outubro, enquanto uma onda de polêmicas pairava sobre o candidato conservador, segundo uma nova pesquisa.
Lula lidera Bolsonaro por 6 pontos percentuais, 49% contra 43%, em um cenário de segundo turno, de acordo com uma pesquisa da AtlasIntel para a Bloomberg News divulgada nesta quarta-feira.

Os resultados apresentaram poucas alterações em relação ao mês anterior, apesar de uma semana tumultuada para Flávio Bolsonaro, que incluiu novos problemas jurídicos, novas alegações de ligações com o homem no centro de um grande escândalo bancário, bem como uma frágil trégua política com sua madrasta.
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O partido de Flávio Bolsonaro indicou oficialmente o senador no fim de semana, dias depois de ele ter tentado pôr fim a uma desavença pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Ele também negou reportagens da imprensa local de que teria recebido dinheiro de uma empresa ligada ao Banco Master, a instituição financeira falida que enfrenta uma ampla investigação por fraude bancária. Além disso, um ministro do Supremo Tribunal Federal autorizou a polícia a investigar os laços de Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-diretor executivo do Banco Master.
Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, negou qualquer irregularidade em sua relação com Vorcaro e com o banco.
Mas o caso tem pesado sobre sua candidatura à presidência desde maio, quando ele reconheceu ter buscado financiamento para um filme sobre seu pai junto ao banqueiro desacreditado. O AtlasIntel já havia constatado que ele estava empatado com Lula antes que mensagens de áudio vazadas o ligassem a Vorcaro.
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Flávio Bolsonaro garantiu o apoio do presidente argentino Javier Milei, que participou da convenção do partido no sábado e provocou uma disputa diplomática com o Brasil após criticar Lula e um juiz do Supremo Tribunal Federal.
No entanto, ele enfrenta dificuldades para consolidar alianças com partidos proeminentes de centro e de centro-direita, e ainda não anunciou seu vice para a eleição.
A popularidade de Lula subiu em meio aos seus esforços para distribuir ajuda aos eleitores e aos confrontos com o presidente Donald Trump sobre as novas tarifas dos EUA. Sua aprovação subiu para 48%, um aumento de cerca de dois pontos em relação ao mês anterior, enquanto a desaprovação caiu um ponto, para 51%, dentro da margem de erro da pesquisa.
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