Leilão da JBJ Ranch em Goiás tem cavalo vendido a R$ 44 milhões e supera expectativas

Evento em Nazário teve venda de 142 animais e movimentou ao todo R$ 257 milhões, impulsionado pela comercialização da genética equina no agro premium do grupo de Fabrício Batista; resultado ficou 71% acima da meta de R$ 150 milhões

Animal quarto de milha da JBJ Ranch em treinamento na pista do haras em Nazará (GO)

Bloomberg Línea — A edição 2026 do leilão JBJ Ranch e Família Quartista, realizado entre 15 e 17 de maio em Nazário (GO), movimentou R$ 257 milhões entre venda e coberturas de animais.

O resultado representa um aumento de 71,3% em relação à expectativa inicial do evento, que era de R$ 150 milhões, segundo disse Fabrício Batista, o empresário responsável pela empreitada, antes da realização do leilão.

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Ao todo, foram comercializados 142 animais, com média de R$ 1,593 milhão por animal — avanço de 57% sobre a edição anterior. No leilão de 2025, o evento atingiu R$ 128 milhões.


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O evento marcou ainda a comercialização de 50% do garanhão Inferno Sixty Six, ou Gênesis 66, como é conhecido no país, em 55 parcelas de R$ 800 mil, totalizando R$ 44 milhões - o animal foi o mais caro vendido no evento.

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A Bloomberg Línea noticiou em dezembro de 2024 a venda de 50% do animal, que pertencia até então ao grupo Monte Sião. Na ocasião, a fatia havia sido vendida por 50 parcelas de R$ 1,6 milhão, que totalizou R$ 80 milhões.

A venda, porém, não foi concretizada no período, diante de um imbróglio que foi parar na Justiça do Paraná. O animal hoje pertence 25% à JBJ Ranch, 25% ao Haras Frange e 50% de Domenico, proprietário do Slide Or Die, treinador responsável pelo desenvolvimento do animal nos EUA, segundo informou a assessoria de imprensa de Batista.

O animal se tornou o reprodutor mais jovem da história a ultrapassar US$ 5 milhões em produções, o que ajuda a explicar o valor empregado em sua genética.

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A operação do JBJ Ranch é liderada por Fabrício Batista, que vem ampliando a sua atuação internacional, em meio à valorização da genética equina como ativo de investimento no agro — conforme reportagem recente da Bloomberg Línea sobre a estratégia do empresário para expandir presença global no mercado de cavalos de elite, sobretudo nos EUA, onde detém mais uma fazenda do grupo em Pilot Point, no Texas.

Após o leilão, Batista disse que a “grande realização é ver o reconhecimento das pessoas pelo que temos construído no agronegócio e, agora, também na equinocultura”.

E que o intuito do projeto é deixar uma marca na história, “com melhoramento genético, investimento no esporte e nas competições da raça, além de compromisso e transparência nas relações com o mercado”, disse ele em resposta por escrito à Bloomberg Línea.

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Leia também: Como Fabrício Batista, da JBJ Ranch, quer ‘cruzar fronteiras’ com cavalos de elite

Além dos negócios, o evento reuniu shows de artistas sertanejos e ações de relacionamento voltadas ao público de alta renda do agronegócio.

Segundo Fabricio, a edição deste ano custou cerca de R$ 7 milhões, entre estrutura e shows. O investimento no evento foi atenuado pela venda de cotas de patrocínio de R$ 70 mil, R$ 150 mil e R$ 200 mil a cerca de 40 marcas, com arrecadação próxima de R$ 4 milhões, conta.

Fabrício é filho de José Batista Júnior, mais conhecido como Júnior Friboi, dono da JBJ Agropecuária, a maior operação de confinamento de bois do país.

Júnior é o irmão mais velho dos atuais controladores da holding J&F Investimentos, que detém a JBS, Joesley e Wesley Batista.

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