Bloomberg — A Polymarket busca levantar recursos com um valuation superior a US$ 20 bilhões, meses depois de concluir uma rodada anterior que contou com um novo investimento do fundo multimercado D.E. Shaw & Co.
A plataforma de mercados de previsão está em conversas iniciais com potenciais investidores para captar cerca de US$ 1 bilhão, segundo pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela Bloomberg News, que pediram para não ser identificadas por tratarem de informações privadas.
⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.
O potencial investimento é mais um sinal do rápido crescimento do setor de mercados de previsão, à medida que a Polymarket e concorrentes oferecem uma nova forma de apostar em eventos que vão de competições esportivas a eleições.
Leia também: Mercados de previsão não dependem de apostas em dinheiro, mas de bons incentivos
Se concluir a rodada, a Polymarket valerá mais que o dobro do registrado em outubro de 2025, quando captou recursos com um valuation de US$ 9 bilhões.
Sua principal rival, a Kalshi, afirmou em maio que havia obtido um novo investimento que avaliou a empresa em US$ 22 bilhões. A Kalshi superou amplamente o crescimento da Polymarket desde o início do ano, enquanto a Polymarket enfrentou problemas operacionais e jurídicos.
A Polymarket concluiu uma rodada com valuation de US$ 15 bilhões em abril, quando passou a contar com D.E. Shaw e a gestora de venture capital G Squared como novos investidores, disseram as pessoas. O fechamento dessa rodada ainda não havia sido divulgado.
Na ocasião, investidores já existentes, como SV Angel, Dragonfly e Valor Equity Partners, também ampliaram seus aportes ao lado dos US$ 600 milhões investidos pela Intercontinental Exchange (ICE), elevando o total captado para cerca de US$ 1 bilhão.
Um porta-voz da Polymarket não quis comentar a mais recente rodada de captação. E-mails enviados à D.E. Shaw e à G Squared não foram respondidos.
Leia também: Polymarket firma parceria com a Blockchain.com antes das semifinais da Copa
Com sede em Nova York, a D.E. Shaw é uma gestora de investimentos multimercado que administra mais de US$ 100 bilhões e foi uma das pioneiras no uso de negociação algorítmica.
O braço de venture capital do fundo Point72 Asset Management, liderado por Steve Cohen, já havia investido anteriormente na Polymarket.
Liderada por Shayne Coplan, a Polymarket permite que usuários apostem no resultado de eventos do mundo real e tem buscado atrair grandes empresas de negociação para aumentar a liquidez da plataforma.
Desde a captação de abril, a Polymarket lançou sua plataforma nos EUA e viu sua receita anualizada triplicar para mais de US$ 1,2 bilhão, disseram as pessoas. O volume de apostas nos mercados de previsão aumentou durante a realização da Copa do Mundo da FIFA, em junho e julho.
Ainda assim, no mês passado a Kalshi registrou um volume de negociações três vezes maior que o da Polymarket, segundo dados compilados por usuários na Dune Analytics.
A Polymarket também é alvo de uma investigação da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), dos EUA, por causa de sua atividade nas redes sociais, após relatos de divulgação de marketing falso.
Um porta-voz da Polymarket afirmou anteriormente que a empresa iniciou uma auditoria de seu conteúdo promocional ativo para garantir conformidade com os padrões internos e com exigências regulatórias e legais de divulgação.
-- Com a colaboração de Natasha Mascarenhas.
Veja mais em Bloomberg.com
Leia também
Copa do Mundo expõe brecha tributária em mercados de previsão nos EUA
©2026 Bloomberg L.P.








