Bloomberg Línea — O Bradesco iniciou a reforma do edifício Nova Central, na avenida Ipiranga, ao lado do Copan, no centro de São Paulo. O prédio, que pertence ao banco e está desocupado, será modernizado para abrigar cerca de 2.500 funcionários e espaços comerciais.
O valor do investimento com a reforma não foi divulgado. O projeto divide os 33.000 metros quadrados do imóvel em duas áreas distintas.
Os 19 andares superiores, com 18.000 metros quadrados, receberão diferentes departamentos do banco.
O bloco inferior, com cinco pavimentos e 15.000 metros quadrados a partir do térreo, será destinado a lojas, restaurantes, galerias e espaços de convivência, em novo exemplo de complexo com uso misto, cada vez mais comum na cidade.
O Bradesco tem hoje a sua sede na chamada Cidade de Deus, em Osasco; e ocupa diferentes prédios na capital paulista, como o que abriga o BBI, seu banco de investimento, na região da Faria Lima, na zona oeste.
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O banco informou que as áreas de negócio que ocuparão o edifício no centro, ao lado da Praça da República, ainda estão em definição.
A instituição trabalha com fornecedores habituais para executar a reforma e a data de término depende de aprovações finais dos projetos.
Expansão das operações presenciais
A reocupação do Nova Central se insere em movimento de expansão das operações presenciais do segundo maior banco privado do país.
A instituição liderada pelo CEO Marcelo Noronha tem ampliado a presença de funcionários em escritórios, o que demanda maior quantidade de metros quadrados disponíveis para acomodar as equipes.
“O Bradesco está em processo de ampliação das frentes de negócio, convidando cada vez mais os seus colaboradores ao trabalho presencial, em ambientes modernos e agradáveis, reforçando assim a cultura da organização, o que cria a necessidade de mais espaços físicos”, disse o banco em nota.
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O edifício funcionou como uma unidade de atendimento do Bradesco por décadas. Nos anos 1980 e 1990, a agência movimentava valores equivalentes aos de instituições que ocupariam a oitava posição no ranking bancário nacional. O local chegou a empregar mais de mil funcionários nesse período.
A reforma prevê mudanças na estrutura arquitetônica e atualização de sistemas tecnológicos. O projeto busca criar ambientes de trabalho atualizados, alinhado com a estratégia do banco de oferecer instalações modernas para os funcionários.
A decisão pela reocupação considera fatores como mobilidade urbana e infraestrutura da região. O centro de São Paulo concentra linhas de metrô, terminais de ônibus e estações de trem, o que facilita deslocamentos. A área também dispõe de serviços, comércio e equipamentos culturais.
Reocupação do centro
A região central de São Paulo, por sua vez, atravessa um momento de revitalização, depois de anos de “fuga” de empresas e de serviços de lazer.
Incorporadoras têm lançado empreendimentos residenciais na área nos últimos anos, enquanto teatros, centros culturais e cinemas ampliam a programação no local. Novos bares e restaurantes atraíram de volta o fluxo de pessoas para uma região que já conta, como mencionado, com alternativas de transporte.
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O Bradesco se junta a organizações que anunciaram planos de ocupação de edifícios no centro, a começar pelo plano do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de levar toda a máquina administrativa do estado para a região central.
Empresas de tecnologia, consultorias e escritórios de advocacia estabeleceram operações na área nos últimos meses. Outras já ocupam o centro há mais tempo, caso da Porto, nos Campos Elíseos, e a incorporadora Tenda, na rua Boa Vista.
A avenida Ipiranga, onde se localiza o Nova Central, concentra edifícios de diferentes períodos arquitetônicos. O Copan, projetado por Oscar Niemeyer e concluído em 1966, tornou-se referência urbanística da região.
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