Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
As medidas de choque que Javier Milei começou a anunciar na Argentina com o objetivo declarado de reduzir a interferência do Estado na economia têm mais chances de serem bem-sucedidas do que o plano gradualista pró-mercado do ex-presidente Mauricio Macri, opina o ex-manager de Relações com Investidores do Mercado Livre e do Nubank, Federico Sandler.
“Ainda estamos a tempo de realizar as reformas necessárias; vai doer, teremos que suportar um aumento da inflação, uma redução nos gastos públicos, mas, à medida que essas variáveis macroeconômicas começarem a se normalizar, haverá um aumento significativo nos investimentos e na confiança na Argentina”, disse à Bloomberg Línea.
Sandler, agora na Spider Investments, empresa com foco em ativos no mercado imobiliário dos Estados Unidos, enfatizou a urgência de “realizar as reformas” para que os investimentos regressem ao país.
⇒ Leia mais: Por que o mercado aposta em Milei, segundo o ex-head de RI de Mercado Livre e Nubank

No radar dos mercados
Nesta semana, o mercado acompanhará os últimos lances geopolíticos sem perder de vista a política monetária, já que o Banco do Japão (BoJ) e o Banco Central Europeu (BCE) se reúnem amanhã e quinta-feira, respectivamente, para arbitrar sobre o custo de seus empréstimos. Espera-se que ambas instituições sigam a mesma toada quanto às suas taxas: negativas no Japão e estáveis na Europa, onde as lideranças do BCE devem continuar esfriando os ânimos sobre cortes acelerados dos juros.
🍽️ Cardápio Semanal. Em termos macroeconômicos, o destaque vem na quinta-feira com a primeira estimativa para o PIB dos EUA no quarto trimestre de 2023 e no dia seguinte com o índice deflator do consumo nos Estados Unidos, o dado de inflação preferido do Federal Reserve (Fed). Por fim, uma bateria de balanços dará o tempero final à negociações.
♟️ Estratégia Monetária. Na China, o banco central manteve as taxas de juros (3,45% para os empréstimos de 12 meses e 4,29% para os de cinco anos). O mercado prevê que seus próximos movimentos serão fortes injeções de liquidez e cortes nos índices de caixa de seus bancos, medidas de estímulo econômico tidas como mais enérgicas.
🏙️ Agitação nas M&As. A Sony e a Zee Entertainment cancelaram oficialmente uma fusão na Índia calculada em US$ 10 bilhões, após dois anos de negociações para tentar criar um gigante do entretenimento no maior mercado de streaming da Ásia. Na Europa, La Francaise des Jeux ofereceu US$ 2,7 bilhões pelo sueco Kindred Group. Se aprovada, a compra criará um dos maiores conglomerados de jogos de azar da Europa, com receita anual combinada em torno de US$ 8,7 bilhões.
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🔘 As bolsas na sexta-feira (19/01): Dow Jones Industrials (+1,05%), S&P 500 (+1,23%), Nasdaq Composite (+1,70%), Stoxx 600 (-0,26%), Ibovespa (+0,25%)
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