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Uma das fintechs unicórnio do Brasil, o Neon, conhecida por sua atuação em facilitar crédito para as faixas de renda mais baixas, agora prevê uma redução gradual nos índices de inadimplência no país.
Fernando Miranda, copresidente da fintech, disse em uma entrevista à Bloomberg Línea que a taxa de inadimplência atingiu seu pico e está destinada a diminuir, impulsionada pela recente redução da taxa básica de juros em agosto.
O Neon se junta a outras instituições financeiras do Brasil que falam de uma retomada do crédito após o pico de inadimplência. “Quando os juros caem, os efeitos levam um tempo, alguns meses. Mas as safras novas já estão vindo melhores”, disse, citando a melhora da macroeconomia e dos modelos de crédito.
⇒ Leia mais: O momento da virada do mercado de crédito, segundo esta fintech unicórnio

No Radar
O mercado se ajusta ao cenário de juros elevados por mais tempo, com volatilidade nos prêmios dos títulos da dívida e menos apetite por ativos de risco. Os investidores digerem também uma análise pessimista do JPMorgan e a preocupação da Moody’s com a hipótese de nova paralisação do governo dos Estados Unidos.
✈️ Acordos aéreos. Após sete meses de negociações com a Airbus e a Boeing, a Air France-KLM fechou um acordo com a Airbus para a compra de 50 aeronaves para renovar a sua frota. A escolha de um vencedor que leva tudo é um tanto incomum para o grupo aéreo franco-holandês, que historicamente tem preferido uma frota mista entre Airbus e Boeing. A companhia norte-americana, por sua vez, anunciou um acordo com a Air Canada para 18 modelos 787-10 Dreamliner, a fim de substituir aviões mais antigos.
👎🏻 Nota em análise. A Moody’s Investors Service, a única grande classificadora de crédito que ainda atribui aos EUA uma nota máxima ‘AAA’, sinalizou que sua confiança está diminuindo ante a eventualidade de uma paralisação do governo. Os analistas não foram explícitos sobre um eventual rebaixamento, mas usaram uma linguagem excepcionalmente contundente para expressar sua preocupação sobre as negociações em torno de uma normativa para os gastos de curto prazo. O Congresso dos EUA precisa aprovar um projeto de lei para impedir uma paralisação do governo em 1º de outubro.
🛑 Pior cenário. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, disse que os juros podem precisar subir ainda mais para conter a inflação e que, no pior dos cenários, o avanço para uma taxa entre 5% e 7% seria mais sofrido do que a transição de 3% para 5%. Segundo ele, o mundo pode não estar preparado para taxas de 7% com estagflação. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, reforçou que mais um aumento de juros pode ser necessário neste ano, assim como manter a política mais rígida por mais tempo se a economia for mais resiliente do que o esperado.
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🟢 As bolsas ontem (25/09): Dow Jones Industrials (+0,13%), S&P 500 (+0,40%), Nasdaq Composite (+0,45%), Stoxx 600 (-0,62%), Ibovespa (-0,39%)
A volatilidade deu o tom aos negócios, com investidores à espera de novos dados de inflação. As bolsas dos EUA reduziram as perdas da semana anterior, apesar da visão mais firme de que seguirá o aperto monetário global. No mercado de dívida, o prêmio dos títulos de 10 anos atingiram o maior nível em 16 anos.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Confiança do Consumidor-CB/Set, Vendas de Casas Novas/Ago, Índice Redbook, Índice de Preços de Imóveis/Jul, Estoques de Petróleo Bruto-API)
• Europa: Sem indicadores de destaque
• Ásia: China (Lucro Industrial/Ago); Hong Kong (Balança Comercial); Japão (IPC)
• América Latina: Brasil (IPCA-15/Set, Ata do Copom); Argentina (Vendas no Varejo/Jul, Atividade Econômica/Jul)
• Bancos centrais: Discurso de Michelle Bowman (Fed) e Joachim Wuermeling (Bundesbank), Ata da Reunião de Política Monetária (BoJ)
🗓️ Os eventos de destaque na semana →
Destaques da Bloomberg Línea:
• ‘Vale da morte’ testa fundos multimercados no Brasil após resgates de R$ 134 bilhões
• Sabesp corta custos e se prepara para oferta de ações em 2024, diz CEO
• Bradesco retira recomendação de venda do Nubank pela 1ª vez em 19 meses
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