Cinco coisas que você precisa saber para começar esta terça-feira

Investidores nesta terça-feira (27) reagem à ata do Copom e aguardam IPCA-15 para prever futuros passos do Banco Central em relação aos juros do país

BC protagoniza uno de los ciclos de ajuste monetario más agresivos de la historia (Rodrigo de Oliveira)
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Bloomberg Línea — Os investidores nesta terça-feira (27) monitoram os efeitos da divulgação da ata do Copom, que mostrou que a manutenção da taxa de juros a 13,75% pode continuar por um tempo considerável.

Hoje também é publicado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que pode dar sinais dos próximos passos do Banco Central (BC) sobre a Selic.

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Nos Estados Unidos, existe um ar de pessimismo e resignação em relação aos juros decididos pelo Federal Reserve (Fed).

Os traders do país, por exemplo, estão desistindo da ideia de que o Fed cortará as taxas este ano, alimentando um êxodo em massa de apostas dovish que protegem tal cenário. Enquanto isso, economistas do Morgan Stanley (MS) disseram em nota que veem o Fed subindo 25 pontos-base no próximo mês.

E o aperto econômico na Europa também parece estar longe do fim. Mais cedo, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que o ciclo de aumento na taxa de juros ainda não acabou. Segundo ela, julho trará um nono aumento consecutivo nos custos de empréstimos para reduzir a inflação.

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Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (27):

1. Ata do Copom

Na ata divulgada nesta manhã após a decisão de manter os juros a 13,75%, o Copom afirma que “a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação”, dando sinais de que a taxa pode permanecer a mesma por mais tempo.

Segundo os economistas do BC, um dos motivos para isso foi o fato de que “o ambiente externo se mantém adverso”, bem como porque “os bancos centrais das principais economias seguem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas, em um ambiente em que a inflação se mostra resiliente”.

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Em relação ao processo desinflacionário do país, o Copom afirma que ele pode ser dividido em dois estágios. “No primeiro estágio, já encerrado, a velocidade de desinflação foi maior, com maior efeito sobre preços administrados e efeito indireto nos preços livres através de menor inércia”, dizem os economistas.

No segundo estágio, de acordo com eles, a velocidade de desinflação é menor e os núcleos de inflação, que respondem mais à demanda agregada e à política de juros, se reduzem em menor velocidade, respondendo ao hiato do produto e às expectativas de inflação futura. “O Comitê reafirma que o processo desinflacionário em seu atual estágio demanda serenidade e paciência na condução da política monetária para garantir a convergência da inflação para suas metas”, afirmam.

2. IPCA-15

O IPCA-15 deve apresentar nova queda em junho, segundo analistas. Para a Warren, a inflação deve subir 0,02% neste mês, com uma variação acumulada de 12 meses em 3,38%. A XP Investimentos, por sua vez, aposta em uma alta de 0,05%.

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3. Mercados

Os mercados de ações tentaram superar a fraqueza recente em meio a apostas no estímulo chinês e otimismo de que uma desaceleração econômica pode ser menos severa do que se temia.

Os futuros do Nasdaq 100 subiram 0,4%, mostrando que os traders estão se posicionando para uma recuperação depois que o benchmark de tecnologia caiu 1,4%.

Na Europa, as ações estavam ligeiramente mais fracas depois que a presidente do BCE frustrou as esperanças de um fim iminente do ciclo de alta das taxas de juros. O índice Stoxx 600 caiu 0,1%, marcando o sétimo dia de quedas e a mais longa sequência de perdas desde fevereiro de 2018.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Plano Diretor de SP: Câmara aprova revisão que aumenta em 148% áreas com prédios altos perto de trem e metrô

Folha de S. Paulo: Defesa de Bolsonaro no TSE se omite sobre desinformação contra urnas a embaixadores

O Globo: Ministro do caso Lollapalooza pode mudar rumo do julgamento de Bolsonaro no TSE

Valor Econômico: Reestruturação atinge 20% das empresas que desistiram de IPO

5. Agenda

Nos Estados Unidos, às 9h, no horário de Brasília, são divulgadas as licenças de construção. Às 9h30, são publicados os pedidos de bens duráveis. Em seguida, às 10h, saem os preços de imóveis S&P/CS Composto-20.

Às 11h, são publicados dados como a confiança do consumidor CB e as vendas de casas novas. Às 14h, acontece o leilão americano note a cinco anos. Por fim, às 17h30, são publicados os estoques de petróleo bruto semanal API.

Na zona do euro, às 9h acontece o pronunciamento de Schnabel, do Banco Central Europeu (BCE).

-- Com informações da Bloomberg News.

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