Cinco coisas que você precisa saber para começar esta sexta-feira

Juros continuam a pautar humor dos mercados nesta sexta-feira (16); no Brasil, investidores monitoram a prévia do PIB medida pelo IBC-Br

Deflação de junho medida pelo IGP-10 foi mais intensa do que esperado
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Bloomberg Línea — Os juros continuam sendo a principal pauta para os investidores nesta sexta-feira (16), com o mercado ainda reagindo à pausa no aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) e às falas do presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, que indicam que um futuro aumento pode estar próximo.

Para o ex-secretário do Tesouro, Lawrence Summers, a ação do Fed foi “um pouco confusa”.

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No Japão, o banco central continuou a desafiar as tendências globais ao manter as taxas negativas inalteradas enquanto espera por sinais de inflação mais sustentável, ao mesmo tempo em que seus pares sinalizam a necessidade de aumentar ainda mais as taxas de juros para conter os preços.

Mais cedo, no Brasil, foi divulgada a inflação medida pelo IGP-10. Às 9h, no horário de Brasília, é divulgado o índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), conhecido como prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Confira a seguir cinco destaques desta sexta-feira (16):

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1. IGP-10

A inflação medida pelo IGP-10 registrou uma deflação de 2,20% em junho.

Em maio, a retração havia sido de 1,53%. Com o resultado, o índice acumula variação de -4,14% no ano e de -6,31% em 12 meses. Em junho de 2022, o índice subiu 0,74% no mês e acumulou elevação de 10,40% em 12 meses.

“A inflação medida pelo IGP-10 registra novo recuo e a taxa interanual acumula queda de 6,31% – a menor da série histórica do indicador. Os preços de commodities de grande importância seguem em queda e puxam para baixo o resultado do índice, com destaque para: óleo diesel (de -5,63% para -15,80%), milho (de -12,48% para -15,63%) e bovinos (de -1,05% para -6,17%)”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços, em nota.

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2. Rali com data para acabar?

O S&P 500 pode ter entrado em um mercado bullish na semana passada, mas Michael Hartnett, do Bank of America (BAC), disse que esse não é o início de uma nova alta significativa para as ações.

O estrategista, que previu corretamente o sell-off das ações no ano passado, disse em nota nesta sexta que não está convencido de que este seja o início de um “novo e brilhante mercado em alta”.

O mercado atual se parece mais com 2000 ou 2008, com uma “grande recuperação antes do grande colapso”, escreveu Hartnett em relatório semanal do banco sobre os fluxos de investimento em várias classes de ativos.

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Até que o Federal Reserve “reintroduza o medo” por meio de uma meta mais alta para as taxas de juros e a taxa de desemprego exceda 4% em um sinal de recessão, as ações podem permanecer altas e os spreads de crédito podem permanecer baixos, escreveu ele.

3. Mercados

As ações globais caminham para a melhor semana em mais de dois meses, impulsionadas pelas apostas nos estímulos chineses e pelo frenesi em torno das empresas de inteligência artificial.

As ações asiáticas tiveram uma ampla recuperação nesta sexta e as ações europeias sobem. Os futuros dos EUA operam sem direção única depois que o S&P 500 encerrou o sexto dia de alta na quinta-feira (15) — sua mais longa sequência de ganhos desde novembro de 2021.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Eliane Cantanhêde: Quem criticar e ‘discriminar’ o senador Marcos do Val, alvo de ação da PF, deveria ser preso?

Folha de S. Paulo: Filhos de Lira e de assessor alvo da PF intermediaram juntos negócios na Saúde

O Globo: Zanin já tem votos suficientes no plenário do Senado para ser aprovado como ministro do STF

Valor Econômico: Gestoras de ‘situações especiais’ se multiplicam no Brasil

5. Agenda

A agenda de indicadores dos Estados Unidos tem mais um dia cheio. Às 8h45, no horário de Brasília, acontece o discurso de Waller, membro do Fed. Às 11h, é publicado o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan. Às 14h, é divulgada a contagem de sondas Baker Hughes e a contagem total de sondas dos Estados Unidos por Baker Hughes.

Às 17h30, são publicadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC para petróleo, ouro, Nasdaq 100 e S&P 500. No Brasil, no mesmo horário, são publicadas as posições líquidas para o real.

-- Com informações da Bloomberg News.

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