Minério de ferro afunda quase 5% após alerta do Goldman Sachs sobre China

Alerta vem na esteira de um salto de 14% da commodity nas últimas 8 sessões, com autoridades intensificando ações para reativar a retomada

Operação de minério de ferro
Por Bloomberg News
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Bloomberg — O minério de ferro recuou pela primeira vez em nove sessões em meio ao alerta do Goldman Sachs (GS) de que a fragilidade do mercado imobiliário pode ser um obstáculo ao crescimento da economia da China por vários anos.

O insumo siderúrgico chegou a cair quase 5% em Singapura depois de uma nota do banco de investimentos que destacou problemas persistentes no setor imobiliário chinês, principalmente relacionados a cidades classificadas no nível mais baixo do ranking e ao financiamento de incorporadoras privadas.

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Não houve solução rápida, e a recuperação do setor imobiliário deve ocorrer “em forma de L”, de acordo com o Goldman Sachs.

O alerta vem na esteira de um salto de 14% do minério de ferro nas últimas oito sessões, à medida que as autoridades intensificaram ações para reativar a recuperação estagnada e também na esperança de uma política mais direcionada para estimular o mercado imobiliário.

O Goldman, contudo, não espera mais estímulos específicos ao segmento de habitação e sugeriu que o governo de Pequim tende a reduzir a dependência econômica e fiscal do setor.

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“Percebemos que alguns ‘bulls’ estão saindo, pois os investidores estão cautelosos em perseguir um rali como este”, disse Wei Ying, analista da China Industrial Futures. “Afinal, o mercado de minério de ferro terá um leve superávit no segundo semestre e esperamos que os estoques nos portos chineses aumentem.”

O alerta do Goldman vem depois de o Citigroup (C) dizer na semana passada que uma grande retomada da demanda chinesa por aço é improvável na ausência de uma forte recuperação no setor imobiliário. O banco cortou sua previsão para o minério de ferro para US$ 100 a tonelada no terceiro trimestre e para US$ 90 nos últimos três meses do ano.

A produção diária de aço bruto da China deve cair para 2,94 milhões de toneladas no início de junho, uma queda de 0,5% em relação ao final de maio e de 1,6% na comparação anual, quando a economia ainda era afetada pelas restrições relacionadas ao coronavírus, disse a consultoria Mysteel em nota.

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