Cinco coisas que você precisa saber para começar esta sexta-feira

Destaques desta sexta-feira (2) incluem a aprovação da suspensão do teto da dívida dos EUA e a divulgação do relatório de empregos do país

Payroll será divulgado nesta sexta-feira
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Bloomberg Línea — O destaque desta sexta-feira (2) é a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, às 9h30, no horário de Brasília.

O dado é um importante indicador acompanhado pelo Federal Reserve (Fed) para decidir os próximos passos do aperto monetário do país — neste caso, uma desaceleração na criação de empregos seria vista como positiva.

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Ainda por lá, o Senado aprovou a legislação para suspender o teto da dívida dos EUA, aliviando os temores de um possível calote da maior economia do mundo que acompanharam os mercados globais nas últimas semanas. Agora, a medida segue para aprovação do presidente Joe Biden, que criou o acordo ao lado do presidente da Câmara, Kevin McCarthy.

No Brasil, os investidores acompanham a divulgação da produção industrial às 9h, que deve movimentar o mercado por aqui.

Ontem (1º de junho), o Produto Interno Bruto (PIB) surpreendeu positivamente os investidores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro registrou um crescimento de 1,9% no primeiro trimestre de 2023, o primeiro número divulgado sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O valor no período chegou a R$ 2,6 trilhões.

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Confira a seguir cinco destaques desta sexta-feira (2):

1. Payroll

O relatório de empregos dos EUA payroll de maio será divulgado nesta manhã. A estimativa mediana é da criação de 190.000 vagas de emprego, ante 253.000 em abril.

Os traders estão apostando que o relatório mensal de empregos nos EUA mostrará moderação suficiente no ritmo de contratação para permitir que o Fed faça uma pausa em seu ciclo de aperto, ajudando a sustentar o rali.

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Os comentários dovish dos funcionários do Fed apoiaram essa visão: o presidente do Fed Bank da Filadélfia, Patrick Harker, disse que “deveríamos pelo menos pular esta reunião em termos de aumento”, e seu colega de St. Louis, James Bullard, disse que as taxas de juros já podem ser suficientemente restritivas para trazer a inflação para baixo.

Para a Bloomberg Economics, os dados de emprego devem mostrar desaceleração, mas não o suficiente para satisfazer o Fed.

2. A hora dos emergentes

Uma série de moedas de mercados emergentes tem registrado queda na volatilidade, beneficiada pela perspectiva de que as taxas de juros dos EUA estão próximas do pico.

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Moedas do peso colombiano à coroa tcheca e ao forint húngaro mostram recuo na volatilidade de curto prazo, também sob influência de juros atraentes nos seus países – o que reduz os riscos de variação nos preços dos ativos.

A volatilidade das opções de um mês sobre o real brasileiro opera próxima dos níveis mais baixos desde abril de 2021, enquanto a do peso chileno se aproximou de níveis vistos pela última vez em março de 2022.

O JPMorgan (JPM), que favorece o real e o peso mexicano com uma recomendação overweight (acima da média, equivalente a compra) entre moedas emergentes, diz que a rápida ação das autoridades monetárias emergentes foi fundamental para apaziguar o risco de alterações bruscas nas taxas de câmbio dos países.

“Onde temos credibilidade de política monetária razoavelmente boa, juros altos resultam na amenização da volatilidade”, disse Saad Siddiqui, diretor de estratégia de mercados emergentes do banco. “O peso mexicano é um exemplo muito bom disso: vemos esses períodos em que a moeda enfraquece temporariamente, mas volta rapidamente depois disso, um sinal de que o apetite pelo risco pode subir e descer, mas há âncoras fundamentais para essa moeda.”

3. Mercados

Os contratos futuros dos EUA sobem nesta sexta depois que o acordo de teto da dívida passou por seu último obstáculo no Congresso, com os traders agora olhando para os dados de emprego dos EUA desta sexta-feira que podem esclarecer o rumo da política do Federal Reserve.

Os contratos do S&P 500 e do Nasdaq 100 subiam, sugerindo que as ações dos EUA podem contribuir para os ganhos robustos de quinta-feira em Wall Street, com o Nasdaq 100 definido para o sexto avanço semanal consecutivo.

O índice Stoxx Europe 600 seguiu os índices de referência asiáticos em alta, com os fabricantes de artigos de luxo LVMH e Richemont entre os principais ganhos depois que a Bloomberg News informou que a China está considerando novas medidas de estímulo. Já as ações de mineradoras e empresas de energia subiam com a recuperação do petróleo e dos metais industriais.

4. Manchetes dos principais jornais nesta quinta

Estadão: Vera Rosa: ‘Centrão quer comandar Ministério da Saúde e cobra espaço para grupo de Lira no governo’

Folha de S. Paulo: Quase metade dos senadores que votarão indicação de Zanin foi alvo de inquérito no STF

O Globo: As quatro frentes de insatisfação do Congresso que desafiam articulação política do governo

Valor Econômico: Relatório da reforma tributária terá IVA dual, alíquotas múltiplas e 4 regimes

5. Agenda

Nos Estados Unidos, às 9h30, horário de Brasília, são publicados dados como o ganho médio por hora trabalhada, o salário médio por hora trabalhada e a taxa de participação. Às 10h, é divulgada a contagem de sondas Baker Hughes.

Às 17h30, são publicadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC referentes ao petróleo, ao ouro, à Nasdaq 100 e ao S&P 500.

No Brasil, no mesmo horário, são divulgadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC referentes ao real. Na zona do euro, referente ao euro.

-- Com informações da Bloomberg News.

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