Cinco coisas que você precisa saber para começar esta segunda-feira

Investidores continuam monitorando o teto da dívida dos EUA e arcabouço fiscal; inflação no Brasil segue no radar

Nueva York
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Bloomberg Línea — A segunda-feira (29) começa com os investidores de olho no teto da dívida dos Estados Unidos, com um otimismo renovado em relação ao acordo entre o presidente Joe Biden e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy.

Por aqui, o foco continua sendo o arcabouço fiscal, que começa agora a tramitar no Senado. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), espera que o projeto de lei seja enviado para sanção presidencial em junho.

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No rastro do IPCA-15, divulgado na semana passada, que mostrou uma desaceleração maior do que o esperado, foi divulgado hoje o Relatório Focus, do Banco Central (BC). Pela segunda semana consecutiva, o boletim apresentou uma queda nas expectativas para a inflação este ano.

Na cena internacional, a vitória de Recep Tayyip Erdogan na Turquia é destaque no exterior. No poder já há 20 anos, Erdogan conquistou outro mandato de cinco anos no final de semana. Segundo o Morgan Stanley (MS), a vitória de Erdogan pode levar a lira turca a uma queda de até 29%.

O dia deve ter menos liquidez, já que os mercados nos EUA estão fechados por conta do feriado do Memorial Day.

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Confira a seguir cinco destaques desta segunda-feira (29):

1. Acordo para a dívida dos EUA

O presidente Joe Biden e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, expressaram confiança de que seu acordo de teto da dívida será aprovado pelo Congresso, evitando um calote histórico dos Estados Unidos e definindo um rumo para os gastos federais até depois das eleições de 2024.

Biden e McCarthy fecharam um acordo provisório em um telefonema de 90 minutos no final do sábado (27), abrindo caminho para um esforço para conduzir o acordo ao Congresso – apesar das objeções de liberais e conservadores – antes que o governo dos EUA fique sem capacidade de endividamento em cerca de uma semana.

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O projeto de lei suspenderá o teto da dívida até 1º de janeiro de 2025, provavelmente adiando outra briga sobre a autoridade federal para empréstimos até meados daquele ano. Em troca de votos republicanos para a suspensão, os democratas concordaram em limitar os gastos federais pelos próximos dois anos.

2. Relatório Focus

O relatório Focus, do Banco Central, mostrou nesta segunda mais uma queda nas expectativas para a inflação de 2023.

Os economistas consultados pela autoridade monetária veem agora alta de 5,71% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2023, ante 5,80% no levantamento anterior. Para 2024, a estimativa se mantém em alta de 4,13%.

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As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 também tiveram leve alta, saindo de 1,20% para um crescimento de 1,26%.

No que tange ao câmbio, as expectativas foram reduzidas de R$ 5,15 para R$ 5,11 em dezembro deste ano.

3. Mercados

As ações europeias oscilam nesta segunda-feira (29) em meio ao otimismo cauteloso de que os EUA evitarão um calote catastrófico após o acordo provisório do fim de semana.

O índice Stoxx Europe 600 apagou um avanço inicial em meio à escassa liquidez dos mercados devido a feriados nos EUA, Reino Unido e alguns mercados europeus.

4. Manchetes

Estadão: Servidores terão reajuste em 2023? Veja quais Estados planejam dar aumento ao funcionalismo

Folha de S. Paulo: Derrotas da Lava Jato se estendem à política com caso Deltan e dificuldades de Moro

O Globo: Petrobras tem de cortar preço da gasolina em 14% até julho para compensar volta de impostos

Valor Econômico: Desalavancagem dá o tom em ano fraco para fusões e aquisições

5. Agenda

Em dia de agenda esvaziada no Brasil e feriado nos Estados Unidos, destaque para a divulgação do Índice de Evolução de Emprego do CAGED.

-- Com informações da Bloomberg News.

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