Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quarta-feira

Investidores seguem de olho no arcabouço fiscal e no teto da dívida dos EUA; Petrobras é novamente destaque para o mercado nesta quarta (17)

Urgência do projeto deve ser votada ainda hoje
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Bloomberg Línea — Os investidores continuam de olho no arcabouço fiscal nesta quarta-feira (17), cuja urgência da medida deve ser votada ainda hoje, segundo o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), relator do projeto na Câmara. Se aprovada a urgência, isso permitirá que o arcabouço passe na frente de outras votações no Congresso.

Na terça-feira (16), a Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou o fim da política de paridade nos preços dos combustíveis. No fechamento do mercado, as ações subiram 2,24% (ON) e 2,49% (PN), respectivamente. Segundo o consenso de analistas, a reação inicial positiva deve-se ao fato de que o anúncio veio mais brando do que o esperado e eliminou parte das incertezas que pairavam sobre a nova política de preços.

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Nos Estados Unidos, segue em destaque o teto da dívida. O presidente norte-americano, Joe Biden, reduziu sua viagem à Àsia para poder discutir um acordo sobre a dívida com o presidente da Câmara, Kevin McCarthy.

Enquanto isso, o JPMorgan (JPM) diz que os mercados estão certos em apostar que os cortes do Federal Reserve (Fed) estão chegando. Segundo o banco, as taxas de juros devem ser cortadas no terceiro trimestre, à medida que o crescimento perde força.

Em relação à crise bancária, para o ex-CEO do First Republic Bank, Michael Roffler, o colapso aconteceu por conta do contágio de outras quebras de bancos regionais que desencadearam saídas de depósitos.

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Por aqui, às 9h, no horário de Brasília, são publicados os dados de vendas no varejo.

Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (17):

1. Urgência do arcabouço

É votada nesta quarta (17) a urgência do arcabouço fiscal na Câmara dos Deputados. Se for aprovada, isso permite que o projeto de lei seja colocado na frente de outros para votação no Congresso, sem a necessidade de que ele seja analisado em comissões.

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O arcabouço fiscal deve ser votado na semana que vem, no dia 24 de maio.

2. A aposta do JPMorgan

Uma recessão nos EUA é uma certeza e o Federal Reserve pode reduzir as taxas de juros no terceiro trimestre, à medida que o crescimento perde força, de acordo com o JPMorgan Asset Management.

“O mercado está certo em prever cortes”, disse Seamus Mac Gorain, chefe de taxas globais em Londres. “A inflação está muito alta e será necessária uma recessão para reduzi-la”, disse ele, acrescentando que os problemas bancários dos EUA “só tornaram uma recessão mais provável”.

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Mac Gorain, que na alocação tem preferência por títulos do Tesouro, está do lado dos operadores de swaps que preveem que o Fed executará um pivô de política já em setembro para conter a desaceleração do crescimento.

Mas o banco central dos EUA repetidamente se opôs a essa ideia, levantando a possibilidade de que tais apostas possam sair pela culatra se as autoridades mantiverem uma postura restritiva para conter a inflação.

3. Mercados

As ações tentam uma recuperação em Wall Street nesta quarta-feira, com os traders na expectativa de que negociações em Washington quebrem um impasse sobre o aumento do teto da dívida.

Por volta das 8h45 (horário de Brasília), os contratos futuros de ações dos EUA subiam e os títulos do Tesouro operavam estáveis enquanto a Casa Branca e os negociadores do Congresso continuavam tentando resolver suas diferenças.

4. Manchetes

Estadão: TSE cassa mandato de Deltan Dallagnol por unanimidade, em votação que durou 1 minuto

Folha de S. Paulo: Baixa de gasolina, diesel e gás deve ter efeito pequeno na inflação

O Globo: Gasolina fica mais barata a partir de hoje: veja o quanto vai custar encher o tanque no Rio e em SP

Valor Econômico: Maioria dos partidos promete dar apoio ao arcabouço fiscal

5. Agenda

Às 9h30, no horário de Brasília, são publicadas as licenças de construção e os números sobre construção de novas casas nos Estados Unidos. Às 9h30, são divulgados os estoques de petróleo bruto e em cushing. Por fim, às 14h acontece o leilão de títulos de 20 anos.

Na zona do euro, Luis de Guindos, do BCE, discursa às 12h15.

-- Com informações da Bloomberg News.

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